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Moagem de cana de açúcar cai um terço em São Paulo

Região de Ribeirão Preto foi uma das principais influenciadoras na baixa que aconteceu entre maio e junho
Moagem cana de açúcar
Região de Ribeirão Preto foi uma das principais influenciadoras na baixa que aconteceu entre maio e junho

Região de Ribeirão Preto foi uma das principais influenciadoras na baixa que aconteceu entre maio e junho

A moagem de cana-de-açúcar pelas unidades produtoras da região Centro-Sul do Brasil registrou uma queda expressiva na primeira quinzena de junho, alcançando 25,83 milhões de toneladas. Este volume representa um recuo de quase 35% em comparação com as 39,66 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano anterior, e uma redução de 20,18% em relação à quinzena anterior.

Impacto Regional Desigual

O estado de São Paulo liderou essa retração, com as maiores quedas observadas nas regiões de Ribeirão Preto, Araçatuba e São José do Rio Preto. Minas Gerais e Goiás também apresentaram diminuição na moagem, embora em proporções menores do que São Paulo. A principal causa para essa queda está relacionada às chuvas acima da média.

O Fator Climático e a Colheita

José Carlos de Lima Jr., consultor e professor de pós-graduação na área de negócios, atribui esses números à alta incidência de chuvas. Segundo ele, o período chuvoso foi atípico em comparação com 2015, afetando principalmente São Paulo, Minas Gerais e Goiás. O excesso de chuva impede o trabalho das máquinas na colheita, que é predominantemente mecanizada.

Perspectivas de Recuperação

O consultor acredita que, com a ausência de chuvas nos próximos meses, os resultados devem melhorar, permitindo que as máquinas retomem a colheita. A expectativa é que a moagem se recupere nas próximas semanas e no próximo mês, impulsionada pela retomada dos trabalhos no campo.

Vendas de Etanol

As vendas de etanol pelas usinas da região Centro-Sul totalizaram 1,71 bilhão de litros na primeira quinzena de junho, com 1,59 bilhão de litros destinados ao mercado interno e 118 milhões de litros para exportação. O volume de álcool anidro comercializado foi de 375,35 milhões de litros, enquanto as vendas de hidratado atingiram 676,904 milhões de litros.

Apesar dos desafios climáticos, o setor sucroenergético se mantém atento às oportunidades de recuperação e ao mercado de etanol.

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