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Mobiliário do Calçadão de Ribeirão é alvo de vandalismo após menos de 15 dias instalado

Projeto de reestruturação da área central da cidade custará R$ 9 milhões aos cofres públicos
Mobiliário Calçadão Ribeirão
Projeto de reestruturação da área central da cidade custará R$ 9 milhões aos cofres públicos

Projeto de reestruturação da área central da cidade custará R$ 9 milhões aos cofres públicos

A revitalização do calçadão de Ribeirão Preto, um projeto aguardado há mais de três anos, enfrenta novos desafios. A recente instalação de mobiliário urbano, que deveria trazer conforto e beleza ao espaço, tornou-se alvo de vandalismo, gerando indignação entre comerciantes e moradores.

Vandalismo Precoce e Indignação Local

Menos de duas semanas após a instalação, sete dos doze bancos de concreto já foram pichados. Um dos bancos, inclusive, sofreu danos devido à prática de skate no local. José Nogueira, proprietário de uma banca no calçadão, expressa sua frustração: “Nem acabaram de colocar e já está tudo pichado. Quando terminarem, já estará tudo arrebentado.” Ele também critica a qualidade do mobiliário, considerando-o uma “decepção”.

Transtornos Persistentes Desde o Início das Obras

Nogueira relembra os transtornos causados desde o início das obras, criticando a “leitidão” e o “mal projetado” do projeto. Ele menciona os prejuízos ao comércio, a sujeira, a poeira e os problemas enfrentados pelas lojas. Juranice Ferreira, outra comerciante, compartilha da mesma opinião, relatando danos aos equipamentos de sua loja devido à poeira constante. Ela acredita que a instalação do mobiliário deveria ter ocorrido somente após a conclusão total das obras e lamenta os atos de vandalismo, prevendo que “isso aí vai durar pouco tempo”.

Reflexões Sociológicas e Perspectivas Futuras

O sociólogo e escritor Vlaumir Souza atribui o vandalismo à insatisfação da população com políticas sociais e públicas. Ele classifica a destruição do patrimônio público como uma “atitude equivocada” que reflete uma “competição por modelos políticos e sociais”. Souza defende que a pichação, além de ser um crime previsto no Código Penal, é um reflexo da desigualdade social e deve ser combatida em sua totalidade, principalmente através do policiamento.

Apesar dos contratempos, o secretário de obras, Abranche Fuad Abdo, garante que a obra será finalizada em novembro. Ele explica que a etapa atual envolve o assentamento do piso e a instalação do mobiliário, incluindo postes de LED, sombreiros e lixeiras. O projeto, orçado em R$ 9 milhões, passou por aprovação do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condefar). A administração municipal espera que, com a conclusão das obras, o calçadão revitalizado possa ser desfrutado por todos.

Apesar dos desafios, a expectativa é que a revitalização traga benefícios duradouros para a comunidade.

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