Figuras importantes do setor econômico mundial elogiaram o país; Nelson Rocha Augusto comenta sobre essa visibilidade
Os últimos indicadores econômicos revelam um cenário de otimismo no Brasil, tanto para cidadãos quanto para investidores estrangeiros. Dados do IBGE divulgados nesta quinta-feira mostram que a taxa de desemprego atingiu 7,6% no trimestre encerrado em janeiro, sinalizando melhora no mercado de trabalho.
Desemprego e mercado de trabalho
Segundo o analista Nelson, o desempenho do emprego vem sendo um dos pilares dessa recuperação. “São resultados muito positivos: emprego digno, aumento da massa salarial e maior capacidade de consumo”, afirmou. Nelson destacou ainda a perspectiva de geração de novos postos formais — cerca de 1,2 milhão ao longo do ano — número que se soma às vagas já criadas no ano anterior.
Outros indicadores e expectativas de política monetária
Além do emprego, outros sinais da economia também apontam melhora: inflação controlada, atividade interna em expansão (medida por tráfego nas estradas, consumo de energia elétrica e vendas no varejo) e crescimento das exportações. O Banco Central vem reduzindo a taxa de juros — com cortes nas últimas reuniões — e há expectativas de novas quedas na taxa básica nos próximos encontros, embora Nelson ressalte que cenários podem mudar.
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Reconhecimento internacional e desafios fiscais
O momento favorável tem atraído elogios de autoridades e instituições internacionais. Nomes como Kristalina Georgieva, do FMI, Ilan Goldfajn, presidente do BID e ex-presidente do Banco Central do Brasil, e a secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, destacaram o papel do Brasil no cenário econômico global, especialmente no contexto da reunião do G20 em solo brasileiro. Gestores e bancos internacionais também têm publicado avaliações positivas sobre oportunidades, especialmente nos setores ambiental e de transição energética.
A despeito das boas notícias, persistem desafios: a meta fiscal e a busca por equilíbrio orçamentário continuam sendo pontos sensíveis. Amanhã o IBGE divulga o PIB do ano passado, que, segundo Nelson, deve confirmar crescimento superior a 3% e reafirmar os sinais positivos dos últimos meses. A economia brasileira, portanto, vive um momento de avanços que exigem manutenção de políticas consistentes para consolidar ganhos.