Operação criaria a terceira maior fabricante de automóveis do mundo; Tiago Songa comenta o caso no ‘Giro Sobre Rodas’
As montadoras japonesas Honda e Nissan anunciaram oficialmente nesta semana um acordo para iniciar negociações visando uma fusão — Montadoras Honda e Nissan anunciam negociações —. A medida ocorre em um momento em que a Nissan enfrenta dificuldades financeiras significativas.
Contexto da fusão: A Nissan, que vinha perdendo participação de mercado há algum tempo, registrou uma queda de cerca de 70% em seu faturamento neste ano, segundo declarações do ex-presidente da Nissan, Carlos Ghosn. Ele afirmou que a fusão, embora oficialmente apresentada como uma parceria, é entendida no mercado como uma aquisição da Nissan pela Honda.
Influência e participação de outras montadoras
A Nissan detém atualmente 25% da Mitsubishi, que está avaliando até o final de janeiro a possibilidade de integrar-se à fusão. Além disso, a Renault mantém cerca de 30% da Nissan e pode se beneficiar financeiramente com o aumento das ações decorrente do acordo.
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Desafios e perspectivas: Um dos desafios apontados para a fusão é a sobreposição de produtos, já que Honda e Nissan atuam nos mesmos mercados com veículos similares. A expectativa é que a integração das plataformas dos carros possa reduzir custos e aumentar a competitividade, embora ainda não esteja claro quais modelos serão mantidos ou descontinuados.
Impacto no mercado global: Se a fusão incluir também a Mitsubishi, o grupo resultante se tornará o terceiro maior conglomerado automotivo do mundo, atrás apenas da Toyota e da Volkswagen. No Brasil, a Nissan tem atuação limitada, enquanto a Honda mantém presença mais consolidada.
Informações adicionais
Carlos Ghosn, ex-presidente da Nissan, foi preso no Japão e posteriormente fugiu para o Líbano, país de sua ascendência, onde continua atuando como consultor e afirma inocência em relação às acusações que sofreu. Ele atribui sua queda a conflitos internos na Nissan e na Renault.