Além do desperdício, que está sem sinalização adequada, o buraco gera problemas no trânsito da Carlos Tonelo com a Shii Mikawa
Um vazamento de água potável que já dura meses em uma importante via da zona norte de Ribeirão Preto vem provocando não só desperdício, mas também danos ao pavimento e risco aos moradores e motoristas. A ocorrência se concentra na esquina entre as ruas Carlos Tonelo e Ximicala, próxima à rua da subestação da CPFL e a um ponto de ônibus muito movimentado, que serve também como acesso ao Parque dos Pinos.
Origem e evolução do problema
Moradores relatam que o vazamento começou pequeno, há cerca de três a seis meses, e foi se agravando pela falta de manutenção. Segundo testemunhas, equipes da prefeitura já passaram pelo local no fim do ano passado e limitaram-se a jogar asfalto sobre a água, sem resolver a origem do problema. Com o tempo, o jorro constante abriu crateras no asfalto e fez com que o trânsito ficasse comprometido, sobretudo na faixa direita no sentido ao Parque dos Pinos.
Impactos no tráfego e na segurança
O escoamento da água e a circulação de veículos pesados têm aprofundado os buracos. Motoristas relatam risco de danos a pneus e perda de controle; ciclistas ficam ainda mais expostos a quedas. Segundo moradores, uma mulher sofreu ferimentos leves ao cair em um desses buracos perto de uma academia. Sem sinalização adequada, a população passou a improvisar avisos: pedaços de madeira colocados no local foram destruídos por veículos durante a noite, segundo relato de Anderson Pereira, morador da região.
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Reparos provisórios e cobrança por solução definitiva
Anderson Pereira disse à reportagem que, embora conheça o procedimento correto para o reparo — por ter trabalhado na área —, a intervenção realizada foi apenas superficial. A falta de um conserto estrutural mantém o vazamento ativo e o trecho sujeito a novas degradações. Moradores temem que o desperdício de água potável agrave problemas de abastecimento na cidade, especialmente com a chegada do período de menor pluviosidade.
A prefeitura e a secretaria responsável pelo abastecimento foram contatadas para esclarecer prazos e medidas de reparo. Até a publicação desta matéria, moradores aguardavam uma solução definitiva para evitar novos danos materiais e riscos à população.



