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Moradores da Comunidade Vila União protestam na Prefeitura de Ribeirão

Grupo formado por cerca de 50 pessoas temem que o Executivo exerça a reintegração de posse do bairro
Protesto Vila União
Grupo formado por cerca de 50 pessoas temem que o Executivo exerça a reintegração de posse do bairro

Grupo formado por cerca de 50 pessoas temem que o Executivo exerça a reintegração de posse do bairro

Moradores da comunidade Vila União, localizada às margens da Via Notch em Ribeirão Preto, realizaram um protesto em frente à Prefeitura Municipal na manhã desta quarta-feira. Preocupados com uma possível reintegração de posse, cerca de 50 pessoas, incluindo famílias com crianças, acamparam em frente ao Palácio do Branco, buscando diálogo com o prefeito Duarte Nogueira ou algum secretário.

Manifestação Pacífica e Ausência de Diálogo

Apesar da grande quantidade de manifestantes, o protesto se manteve pacífico. A Guarda Municipal e a Polícia Militar estiveram presentes para garantir a ordem, evitando a entrada dos manifestantes na prefeitura. Até o momento, nenhum representante da prefeitura dialogou com os moradores.

Reivindicações dos Moradores e Situação Habitacional

O líder comunitário, Alas Rafael Bedorim, informou que o prefeito está em viagem e que a reintegração de posse pode ocorrer a qualquer momento. Os moradores afirmam não ter outra alternativa de moradia, recusando um abrigo oferecido pela prefeitura devido às péssimas condições de higiene e localização distante de serviços essenciais como escolas e creches. Seu principal pedido é que a prefeitura os reconheça como cidadãos e os auxilie na busca por uma solução habitacional justa, considerando que muitos moradores da comunidade votaram no prefeito.

Opiniões Divergentes sobre a Questão

A situação gerou debates acalorados nas redes sociais. Alguns internautas questionam a origem dos moradores, sugerindo um processo migratório em busca de melhores condições de vida. Outros criticam a postura da prefeitura e cobram soluções para o problema habitacional, considerando as dificuldades econômicas do país e a falta de planejamento para habitação adequada. Há também quem questione a isenção de impostos por parte dos moradores e a possibilidade de venda dos imóveis caso sejam beneficiados com novas casas.

A situação permanece tensa, com os moradores decididos a permanecer acampados até serem atendidos pela prefeitura. A justiça já acatou o pedido de reintegração de posse da área, que deve receber um conjunto habitacional. A expectativa é de que a prefeitura se posicione em breve e busque uma solução que atenda às necessidades da comunidade.

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