Vizinhos temem que o imóvel tenha abrigado focos de dengue; projeto de revitalização da área começou em janeiro
Mesmo com projeto de revitalização anunciado, o Lar Santana permanece abandonado e sofrendo com a ação do tempo e vandalismo.
Preocupações dos Moradores
O prédio, desocupado desde 2014, apresenta problemas graves como mato alto, sujeira e risco de doenças como dengue, devido à proliferação de mosquitos. Moradores relatam furtos constantes de materiais como janelas e torneiras, além do medo de animais peçonhentos. Dona Maria Parecida Oliveira, comerciante próxima ao local, acredita que o interior do prédio abriga criadouros do mosquito da dengue, devido ao aumento de casos na região.
Histórico e Tombamento
Fundado em 1948, o Lar Santana acolheu crianças carentes por 82 anos. Tombado em 2015 pelo Conselho de Preservação do Patrimônio Cultural, e posteriormente declarado Patrimônio Cultural, Histórico e Arquitetônico do Município, o prédio carrega consigo a história da cidade, incluindo o período em que abrigou a Madre Maorina Borges da Silveira, vítima de tortura e assédio sexual em 1969.
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Projeto de Revitalização e Impasses
O projeto de revitalização, orçado em mais de R$ 282 mil, prevê a criação de um espaço multidisciplinar com cursos profissionalizantes, aulas de música, oficinas e um café cultural. Apesar da aprovação do projeto pela Secretaria da Educação, há entraves burocráticos que atrasam sua execução. O COMPAC, responsável pela análise do projeto, ainda não definiu um prazo para conclusão, e a licitação para a obra ainda não foi aberta. O Grupo SOS Lar Santana acompanha o processo, buscando agilizar a revitalização e a utilização do espaço pela Secretaria da Educação. A demora gera preocupação entre os moradores da Vila Tibério, que esperam há quase nove anos por uma solução para o abandono do prédio histórico.



