Município publicou um decreto de emergência por conta da crise hídrica que acomete a cidade; última chuva foi em abril
Barretos enfrenta grave crise hídrica há quatro meses, com moradores sofrendo com a falta de água. Um decreto de emergência foi emitido, e novas medidas estão sendo tomadas para minimizar os impactos.
Aulas Suspensas e o Dia a Dia na Seca
A falta de água em Barretos forçou a prefeitura a antecipar as férias escolares da rede municipal. Famílias relatam conviver com a falta de água há três meses, utilizando recipientes improvisados para armazená-la. A dificuldade de acesso à água afeta até mesmo o abastecimento de caixas d’água, devido à distância das torneiras.
Medidas Emergenciais da Prefeitura
Para enfrentar a crise, a prefeitura e o Serviço de Água e Esgoto de Barretos (SAAE) adotaram medidas emergenciais. Caminhões-pipa estão sendo utilizados, e o recesso escolar foi antecipado para otimizar o uso da água destinada às escolas. Além disso, o SAAE realiza transposições emergenciais, levando água de pequenos córregos e represas para a estação de tratamento. Uma das ações envolve a transposição de água de uma represa a quatro quilômetros de distância, utilizando canos alugados. Essa iniciativa aumentou a vazão de água para a estação de tratamento de 400 para 800 metros cúbicos por hora, embora a capacidade total seja de 1200 metros cúbicos por hora.
Perspectivas e Auxílio do Estado
Apesar das medidas emergenciais, a situação permanece crítica, dependendo de chuvas significativas para sua reversão. A falta de chuva prolongada, aliada ao alto consumo devido ao calor e à baixa umidade do ar, agravam o problema. O governo do Estado de São Paulo anunciou um repasse de R$ 1 milhão para Barretos, destinado à melhoria da gestão hídrica e ações de mitigação da seca, no âmbito do Plano Estadual de Resiliência à Estiagem.



