Especialista alega que, apesar de termos mananciais de abastecimento suficientes, a distribuição é precária
A pergunta que não quer calar é: falta água em Ribeirão Preto? O ambientalista Marcelo Marini Pereira de Souza afirma que não, contanto que o aquífero Guarani seja gerido adequadamente. O aquífero é imenso, mas a distribuição de água na cidade apresenta falhas.
Falta d’água no dia a dia
A realidade, no entanto, é diferente para muitos moradores. Solange Cardoso, do bairro Engenheiro Carlos de Lacerda Chaves, acorda de madrugada para encher galões e garantir água para as tarefas domésticas. Dona Cida, moradora do bairro Castelo Branco Velho, relata dificuldades até para cozinhar, comprando água para beber e reduzindo o consumo para o mínimo necessário. No Jardim Paulista, Seu Silvio Andrade já se acostumou a armazenar água diariamente, devido à falta de abastecimento regular.
Modelo de distribuição falho
Para Marcelo Marini Pereira de Souza, o problema reside no modelo de distribuição. A água é retirada do lençol freático e bombeada diretamente para a rede, sem reservatórios. São mais de 100 postos de bombeamento, o que sobrecarrega a rede e causa constantes problemas, desde vazamentos pontuais até colapsos no sistema. A solução, segundo ele, seria a criação de caixas d’água elevadas para regularizar o abastecimento.
Soluções em vista
A DAE (Departamento de Água e Esgoto) de Ribeirão Preto afirma possuir um projeto para a construção de 18 reservatórios, substituição de 8 poços e perfuração de mais 2, visando melhorar o abastecimento e reduzir vazamentos. A execução do projeto depende de financiamento federal, mas será realizada com recursos próprios caso necessário. Em relação aos casos de falta d’água relatados, a DAE atribui os problemas a obras de manutenção ou falta de energia, negando a constância do desabastecimento nas regiões afetadas.



