Área de 1,4 mil hectares é uma das 25 que entraram na lista sancionada pelo Governo Estadual no fim de 2016
Manifestantes em Batatais protestam contra a privatização do orto florestal municipal.
Ato Público e Decisão Judicial
Escoteiros, ciclistas e moradores de Batatais realizaram um protesto em frente ao orto florestal, com faixas e cartazes. A intenção era bloquear o trânsito e coletar assinaturas contra a privatização. No entanto, uma decisão judicial, a pedido da concessionária responsável pela área, proibiu o bloqueio.
Posicionamentos Divergentes
A prefeitura de Batatais, que tombou a área como patrimônio municipal este ano, questiona a decisão judicial. O secretário municipal de Cultura, Luciano José Dame de Oliveira, defende o tombamento como medida de proteção ambiental e para garantir uma gestão responsável da área. Contrariamente, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente considera o tombamento um ato irresponsável e afirma que entrará na justiça para anulá-lo. O secretário estadual Ricardo Salé argumenta que parte da área, com mata plantada, deveria ser explorada, pois florestas plantadas, ao contrário das matas nativas, não devem ser mantidas indefinidamente sem manejo, correndo o risco de degradação.
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Impasse e Recursos Judiciais
O secretário estadual do Meio Ambiente reforça a intenção de recorrer da decisão da prefeitura, alegando que a manutenção da floresta plantada não é a solução ambientalmente adequada. O impasse judicial e as divergências entre os órgãos municipais e estaduais deixam o futuro do orto florestal de Batatais incerto, com a questão ambiental e a gestão da área como pontos centrais do debate.



