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Moradores de comunidade prestes a ser despejada alegam que não têm para onde ir

Prefeitura afirma que as famílias foram notificadas e que ofereceram um abrigo provisório até que encontrem uma casa definitiva
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Prefeitura afirma que as famílias foram notificadas e que ofereceram um abrigo provisório até que encontrem uma casa definitiva

Prefeitura afirma que as famílias foram notificadas e que ofereceram um abrigo provisório até que encontrem uma casa definitiva

Reintegração de posse gera protesto na Via Norte

Moradores protestam contra despejo

Pelo menos 50 pessoas foram ao Palácio Rio Branco protestar contra a reintegração de posse de uma área ocupada na Via Norte, onde fica a comunidade Nova União. Os moradores alegam que não têm para onde ir após receberem a ordem de despejo. O líder comunitário, Olece Rafael Bedorin, técnico de celular, destaca as dificuldades: crianças matriculadas em escolas e creches próximas à comunidade, impossibilitando uma mudança imediata. A prefeitura ofereceu um abrigo temporário por sete dias, solução considerada insuficiente pela comunidade.

Prefeitura justifica reintegração

O secretário de Planejamento e Gestão, Edson Ortega, explicou que a área não se encaixa nas regras de regularização fundiária, pois já foi vendida para uma construtora que construirá um conjunto habitacional. A administração municipal entrou com pedido de reintegração de posse na justiça, que foi acatado. Ortega garantiu transporte escolar para as crianças e afirmou que a prefeitura já negociava com os moradores há algum tempo, oferecendo apoio e atualizando cadastros sociais. Apesar disso, a prefeitura não possui outros abrigos disponíveis, além de um abrigo de emergência e um CETREI, que não é considerado adequado.

Moradores resistem ao despejo

Apesar das negociações e da oferta de abrigo temporário, parte dos moradores se recusa a deixar suas casas. Eles afirmam que não sabem para onde ir e temem pela violência durante o processo de reintegração. A preocupação é que a ação não seja pacífica, podendo gerar conflitos e até tragédias. A prefeitura afirma que a maioria das famílias já deixou o local, mas alguns moradores permanecem determinados a resistir ao despejo, mesmo com a presença da justiça e da polícia.

A situação permanece tensa, com a comunidade lutando contra o despejo e a prefeitura buscando cumprir a decisão judicial. A expectativa é por uma solução que garanta a segurança e o bem-estar das famílias afetadas.

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