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Moradores de comunidades em Ribeirão sofrem com as baixas temperaturas

Com 350 famílias na Favela da Locomotiva, crianças não tem acesso ao transporte e precisam enfrentar o frio para ir à escola
Moradores de comunidades em Ribeirão sofrem
Com 350 famílias na Favela da Locomotiva, crianças não tem acesso ao transporte e precisam enfrentar o frio para ir à escola

Com 350 famílias na Favela da Locomotiva, crianças não tem acesso ao transporte e precisam enfrentar o frio para ir à escola

O frio chegou mais cedo na região de Ribeirão Preto, Moradores de comunidades em Ribeirão sofrem, trazendo temperaturas baixas típicas do outono e causando impactos significativos, especialmente nas comunidades mais vulneráveis, como a favela da Locomotiva. Nos últimos dias, a queda nas temperaturas tem sido intensa, afetando diretamente a rotina dos moradores, que enfrentam dificuldades para se proteger contra o frio.

Gabriela dos Santos, recém-chegada à favela da Locomotiva, relatou as dificuldades enfrentadas junto com seus filhos durante as noites frias. Segundo ela, as casas, muitas vezes improvisadas, não oferecem isolamento adequado, o que intensifica a sensação de frio, principalmente nas primeiras horas da manhã. A neblina e o vento que entram pelas brechas das construções agravam ainda mais a situação, obrigando as famílias a usarem cobertores e roupas pesadas para tentar se aquecer.

Impacto do frio na favela da Locomotiva

Na favela da Locomotiva, vivem cerca de 350 famílias, totalizando aproximadamente 300 crianças. O frio intenso tem dificultado o acesso à escola para muitos desses jovens, já que o transporte escolar não está disponível para todos. Platini Rnunes, líder comunitário da região, explica que as crianças frequentemente faltam às aulas nos dias mais frios devido à exposição ao vento gelado e ao risco de doenças respiratórias, como gripes e tosses.

“Em determinados períodos, as crianças vão dois dias para a escola e ficam três sem ir, ou vão três dias e ficam dois sem ir, por causa da exposição à gripe e à tosse, principalmente por causa do vento frio que enfrentam às seis horas da manhã.”

Além disso, as condições precárias das moradias, muitas construídas com materiais improvisados como latas, tornam o ambiente interno extremamente frio, chegando a temperaturas próximas de zero grau durante as madrugadas mais geladas.

Resposta da Prefeitura de Ribeirão Preto: Em nota, a Prefeitura de Ribeirão Preto informou que mantém o Fundo Social de Solidariedade ativo, promovendo campanhas de arrecadação e distribuição de roupas e cobertores para entidades e pessoas cadastradas, buscando amenizar os efeitos do frio nas comunidades mais carentes.

Sobre o transporte escolar, a administração municipal esclareceu que oferece transporte fretado para crianças de até 12 anos matriculadas na rede municipal de ensino. No entanto, para ter direito ao serviço, é necessário que os responsáveis façam o pedido diretamente na escola onde a criança está matriculada.

Desafios enfrentados pelas famílias

O frio precoce evidencia a vulnerabilidade das famílias que vivem em condições precárias, sem acesso adequado a infraestrutura que possa garantir proteção contra as baixas temperaturas. A falta de transporte escolar em dias frios e a exposição constante ao vento e à umidade aumentam o risco de doenças respiratórias entre as crianças, comprometendo sua frequência e desempenho escolar.

Informações adicionais

Embora a Prefeitura mantenha programas de apoio, a demanda por ajuda nas comunidades ainda é alta. A participação da sociedade civil e o fortalecimento de políticas públicas são essenciais para garantir melhores condições de vida para os moradores das favelas durante os períodos de frio intenso.

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