Plantações e áreas de mata próximas a Jardinópolis foram destruídas pelo fogo e poluição se espalha pelo ar
Nos últimos dias, a região próxima à ponte do Rio Pardo, Moradores de condomínios às margens da rodovia Anhanguera reclamam de fumaça, em Jardinópolis, tem enfrentado uma situação preocupante devido a incêndios frequentes que ameaçam a segurança dos moradores locais. Pelo menos cinco condomínios localizados próximos ao rio foram afetados por focos de fogo que chegaram muito próximos às residências, causando apreensão na comunidade.
Os incêndios mais críticos ocorreram na semana retrasada, especialmente durante o final de semana, quando diversas áreas, incluindo a mata ciliar do Rio Pardo, foram atingidas pelas chamas. Embora o trânsito na rodovia Anhanguera, tanto no sentido Ribeirão Preto quanto no sentido Jardinópolis, não tenha sido diretamente prejudicado, a fumaça ainda presente na região causa incômodo respiratório significativo para quem passa pelo local.
Incêndios recentes e impacto na região
Durante o último fim de semana, um canavial próximo ao condomínio Recanto do Rio Pardo, localizado no sentido Ribeirão Preto da rodovia Anhanguera, também foi atingido pelo fogo. A área, que inclui vegetação e mata, sofreu queimadas que chamaram atenção pela proximidade com a pista e pontos de ônibus, além de áreas de grama mantidas pela concessionária responsável pelo trecho da rodovia. Marcas de cinzas foram observadas tanto na lateral da pista quanto no canteiro central, onde o gramado estava verde e não seco, indicando que o fogo atingiu áreas que normalmente não seriam propensas a queimar facilmente.
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Fumaça e condições ambientais: Apesar da ausência de labaredas visíveis em alguns momentos, a fumaça continua a ser um problema constante. Ela cobre o céu de Ribeirão Preto e Jardinópolis, dificultando a visibilidade e afetando a qualidade do ar. Em pontos elevados da rodovia Anhanguera, próximo ao acesso a Jardinópolis, a ponte do Rio Pardo fica invisível devido à densa camada de fumaça que se espalha pela região.
Relato dos moradores e ações de combate ao fogo: Michelle, moradora de um dos condomínios afetados em Jardinópolis, relatou as dificuldades enfrentadas durante os incêndios recentes. Segundo ela, os moradores tiveram que agir por conta própria para conter as chamas, já que o apoio externo foi limitado. Um caminhão-pipa chegou ao local, mas não conseguiu prestar auxílio efetivo devido a problemas técnicos. Durante a semana, a fumaça persistiu em áreas próximas ao brejo do Rio Pardo, o que levou Michelle a entrar em contato diretamente com a usina responsável pela terra onde o fogo estava ativo.
“Eles se dispuseram imediatamente a nos ajudar, enviando bombas d’água e tentando apagar o fogo. Explicaram que o fogo era pequeno e que seria monitorado para não aumentar, pois as raízes profundas da região dificultam o combate total às chamas”, contou Michelle.
Ela também mencionou que o Corpo de Bombeiros esteve no local e avaliou que o fogo não apresentava risco de expansão. No entanto, na tarde de sexta-feira, o fogo aumentou significativamente, o que levou a uma mobilização maior, com três caminhões, incluindo dois da usina e um da concessionária Autovia, trabalhando para apagar as chamas. Após essa ação, não foram registrados novos focos importantes, apenas uma pequena fumaça residual.
Consequências para a saúde e o meio ambiente
Apesar dos esforços para controlar os incêndios, a qualidade do ar na região permanece comprometida. A fumaça provoca irritação nasal e desconforto na garganta, tornando difícil para as pessoas respirarem profundamente quando estão ao ar livre. A visibilidade reduzida também representa um risco adicional para quem trafega pela rodovia Anhanguera e para os moradores locais.
Os incêndios recorrentes e a fumaça persistente ressaltam a necessidade de ações mais efetivas para prevenir e combater os focos de fogo, especialmente em áreas próximas a residências e rodovias movimentadas. Até o momento, não foram divulgados dados oficiais sobre as causas específicas dos incêndios nem sobre as medidas permanentes que serão adotadas para evitar novos incidentes.
Informações adicionais
Os incêndios em áreas de mata ciliar e canaviais são comuns durante períodos de clima seco, mas a proximidade com áreas residenciais aumenta os riscos para a população. A colaboração entre moradores, empresas responsáveis pela terra e órgãos públicos é fundamental para o manejo adequado dessas situações. A usina mencionada no relato demonstrou prontidão em colaborar, mas o combate efetivo depende também de recursos e estratégias coordenadas entre todos os envolvidos.



