Chuva derrubou muro que dividia os residenciais no Iguatemi; nova chuva forte pode cair nesta segunda ou terça-feira
Moradores de dois condomínios na zona leste da cidade de Ribeirão Preto vivem momentos de apreensão com a proximidade do feriado de Finados, devido ao risco de fortes chuvas e seus impactos. O histórico de problemas de escoamento de água nas proximidades da Avenida Leão XIII e marginais do Jardim Guatemi intensifica a preocupação, já que a água da chuva tende a se acumular em um dos residenciais, localizado em um nível inferior ao da rua, causando transtornos e prejuízos.
O Muro que Cedeu
A preocupação dos moradores não é infundada. Na última quarta-feira, um muro do Residencial Valparaíso, com cerca de 4 metros de altura e 20 de extensão, não resistiu à força das águas e desabou sobre nove veículos estacionados no condomínio vizinho. O prejuízo estimado foi de R$ 360 mil. Esse mesmo problema já havia ocorrido em 2014, evidenciando a persistência da questão.
Apelos Ignorados
Desde 2011, os representantes dos residenciais têm solicitado providências à prefeitura, porém, segundo eles, nunca obtiveram resposta ou soluções efetivas para os problemas de escoamento na Avenida Leão XIII e na Rua Alfredo Benzoni. A síndica Maria Tomasini expressa a angústia dos moradores, relatando que a cada chuva, o pânico se instala, com pessoas tentando salvar seus carros e apartamentos alagados, resultando em perdas de eletrodomésticos, móveis e outros bens. Além disso, ressalta o prejuízo recorrente com o desabamento do muro, cuja responsabilidade, na visão dos moradores, recai sobre a prefeitura, com a qual já possuem um processo.
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Infraestrutura Insuficiente
Embora obras tenham sido realizadas para a abertura de uma nova via, em decorrência de novos empreendimentos imobiliários na região, a moradora Marines Galvão Atilho cobra melhorias na infraestrutura. Ela destaca que galerias de escoamento de água, que antes desembocavam em outra avenida, foram bloqueadas por uma construção, agravando o problema.
A Secretaria Municipal de Infraestrutura informou que um estudo sobre os serviços a serem executados no local está em andamento.
Diante da falta de solução, os síndicos dos dois residenciais, representando 272 apartamentos e cerca de 500 moradores, se reuniram no Ministério Público na última semana e planejam ingressar com uma ação civil pública contra o município.
A situação demonstra a urgência de medidas efetivas para solucionar os problemas de escoamento de água e garantir a segurança e o bem-estar dos moradores da região.



