Superlotação da unidade faz com que pacientes tenham que aguardar atendimento dentro das ambulâncias ou no pátio por horas
Pacientes que necessitam de atendimento de urgência e emergência em Franca enfrentam longas esperas para conseguir vagas no pronto-socorro municipal. A situação, Moradores de Franca reclamam da demora, que não é recente, faz com que pessoas permaneçam dentro de ambulâncias no pátio aguardando um leito disponível.
Esse atraso prejudica o socorro imediato a vítimas de acidentes de trânsito na cidade. A tatuadora Daisy Caroline relatou que, após cair de moto na Avenida Mar de Barros, teve que esperar cerca de duas horas e 30 minutos pelo resgate, já que a ambulância estava ocupada atendendo outro paciente. Ela quebrou o braço e ficará afastada do trabalho por um período.
Daisy Caroline: “Eu fiquei duas horas e 30 minutos esperando o resgate chegar. Caída lá na Avenida com o braço quebrado. Demorou muito, mas demorou muito mesmo.”
Moradores e pacientes expressam revolta com a superlotação das unidades de saúde, que pode ser observada em fotos publicadas nas redes sociais mostrando três ambulâncias do Samu paradas na porta do pronto-socorro Álvaro Azuz, com pacientes aguardando atendimento.
A Santa Casa, maior hospital de Franca, possui 168 leitos clínicos e cirúrgicos, dos quais 90% estão ocupados. Atualmente, há uma fila de espera com 54 pacientes.
Daisy Caroline: “Nossa, foi angustiante. Eu fiquei, já não estava aguentando mais de dor no corpo inteiro, de ficar na mesma posição frio. Aí a minha mãe levou uma coberta, me cobriu, mas foi muito difícil. É que situação, né? Você paga imposto, tem um mínimo de direito sendo exigido ali no seu momento de necessidade, de atendimento de saúde, não consegue.”
Em nota, o Departamento Regional de Saúde de Franca informou que ampliou os leitos de UTI, principalmente para urgência e emergência. Além disso, destacou que o Hospital Estadual de Franca está em construção, com previsão de mais de 200 leitos e entrega prevista para o final deste ano, com o objetivo de aliviar a pressão sobre o sistema de saúde local. O departamento ressaltou que a DRS atende também outras cidades da região, o que contribui para a alta demanda nas unidades.
Demora no atendimento: Pacientes aguardam horas dentro de ambulâncias para conseguir vaga no pronto-socorro municipal.
Superlotação dos hospitais: A Santa Casa de Franca opera com 90% dos leitos ocupados e possui uma fila de espera de 54 pacientes.
Impacto para vítimas de acidentes
O atraso no socorro prejudica pessoas que sofreram acidentes de trânsito, como no caso da tatuadora Daisy Caroline.
Medidas adotadas: Ampliação dos leitos de UTI e construção do Hospital Estadual de Franca com mais de 200 leitos, prevista para conclusão até o fim do ano.
Informações adicionais
A DRS de Franca atende também outras cidades da região, o que contribui para a alta demanda e superlotação nas unidades de saúde locais.



