Cidade tem mais de 3200 atendimentos por dia nas unidades; alta nos casos de dengue, covid-19 e síndromes gripais elevam a busca
Cidades da região registram aumento na procura por atendimentos nas unidades de saúde por suspeita de dengue, covid-19 e síndromes respiratórias. Em vários serviços de emergência, pacientes enfrentam longas esperas — em alguns casos, até quatro horas — enquanto as salas de espera permanecem lotadas.
Filas e unidades sobrecarregadas
Em Franca, unidades de pronto atendimento estão com grande demanda. No Pronto Socorro Dr. Álvaro Azuz, a sala de espera tem ficado cheia a ponto de pacientes precisarem sentar do lado de fora para aguardar atendimento. Moradores relatam demora no acolhimento e sensação de atendimento apressado. “Eu peguei dengue, foi diagnosticado; voltei pela segunda vez”, disse um paciente, que reclamou também do estresse causado pela espera e pela rapidez das consultas.
Outras unidades de Franca, como as UPAs do Jardim Aeroporto e de Chico Neca, também registraram dias de grande movimento, com pacientes permanecendo mais de quatro horas na fila. Segundo relatos, os atendimentos por síndromes gripais chegaram a superar 3.200 pessoas por dia, em média, em cada uma das unidades.
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Casos confirmados, mortes e ações das prefeituras
Na região, boletins epidemiológicos confirmaram mortes por dengue. Em Ribeirão Preto, as duas primeiras mortes foram registradas no relatório mais recente. Franca já havia notificado uma morte: um homem de 44 anos que, segundo a prefeitura, morreu em 26 de janeiro e teve o óbito informado oficialmente em 20 de fevereiro. A cidade vinha, no fim de fevereiro, com mais de 580 casos positivos. Em Batatais, a Secretaria de Saúde confirmou a morte de um homem em 19 de fevereiro; na data do registro havia quase 200 casos confirmados e outros aguardando resultado.
As prefeituras informaram que intensificaram ações de combate ao mosquito Aedes aegypti e ampliaram a atuação de agentes de saúde — inclusive com horários estendidos após as 17h para fiscalizar residências quando mais moradores estão em casa. A administração de Franca programou um dia de combate à dengue para 1º de março.
Autoridades de saúde destacam que as redes de urgência trabalham com classificação de risco: no acolhimento os sinais vitais são aferidos e o atendimento é priorizado conforme a gravidade. Pedem ainda que a população elimine criadouros dentro das residências e complete o esquema vacinal contra covid-19 nas unidades básicas de saúde.
O aumento de casos e a pressão sobre as unidades de emergência colocam em evidência a importância de medidas preventivas individuais e coletivas para reduzir a circulação dos vírus e aliviar a sobrecarga dos serviços.



