Defesa Civil orienta que munícipes não fiquem nas regiões atingidas pela água, que chegou a dois metros de altura nesta quinta
A quinta-feira foi um dia de contabilizar perdas e oferecer suporte em Matão, após as fortes inundações que atingiram diversas áreas da cidade. A Defesa Civil orientou os moradores a não retornarem para as áreas afetadas, visando a segurança de todos.
O Impacto Devastador das Enchentes
Em alguns pontos, o nível da água alcançou dois metros de altura, causando estragos significativos. Maria Francesca da Silva Ferreira, catadora de recicláveis, relatou a perda de móveis, eletrodomésticos e roupas, descrevendo a enchente como a maior que já presenciou na cidade. “Eu chorei muito, eu nem tenho que chorar mais. Eu fico assim, nem sei o que fazer por onde começar. Porque mesmo que a gente recupera as coisas, mas a gente conquistou, a gente queria o que a gente tinha”, lamentou Maria.
Resposta da Assistência Social
Assim como a residência de Maria, outras 16 casas no Jardim Primavera foram afetadas. A Secretaria de Assistência Social está realizando o cadastro das famílias atingidas para atender às necessidades emergenciais. Segundo o Secretário Hélio Leandro Prandi, está sendo oferecido “o aporte possível na parte de alimentação, atrásra doações de roupas, eventualmente colchões e outros donativos que possam surgir. Bem como nós estamos participando das arrecadações que estão acontecendo na cidade.”
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Alerta da Defesa Civil
O Secretário da Defesa Civil, Ivan Ceregato, alertou para a continuidade da previsão de chuvas intensas na cidade, estendendo-se até o final de semana. “A gente tem uma previsão ainda até o próximo dia 16 de chuvas. Nesse período a gente tem ainda um estudo que aponta entre 130 e 160 milímetros, dos quais ontem a gente já teve uma quantidade de 120 milímetros somente nessa noite. Então pode ser que venha ainda mais esses 160 milímetros ou o que complementa ele.” A maioria das famílias desalojadas está abrigada em casas de parentes.
A situação em Matão reflete um cenário complicado também em outras cidades da região, como Ribeirão Preto, onde moradores de áreas de risco também foram forçados a deixar suas casas temporariamente.



