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Moradores de Morro Agudo reclamam da falta de ambulâncias na cidade

Família de um mecânico diz que o rapaz morreu por não ter sido transferido para outra cidade por falta de veículo
falta de ambulâncias
Família de um mecânico diz que o rapaz morreu por não ter sido transferido para outra cidade por falta de veículo

Família de um mecânico diz que o rapaz morreu por não ter sido transferido para outra cidade por falta de veículo

Moradores de Morro Agudo, interior de São Paulo, reclamam da falta de ambulâncias na cidade. Duas situações recentes expõem a fragilidade do sistema de saúde local e a dor das famílias afetadas pela falta de atendimento emergencial.

Morte de jovem após esfaqueamento

A família de William, de 27 anos, afirma que ele morreu por falta de transferência para um hospital em São Joaquim da Barra. Após ser esfaqueado ao tentar separar uma briga, parentes e amigos ligaram diversas vezes para o serviço de ambulância, sem sucesso. A prima de William, Maria Aparecida Ferreira Dias, relata a dificuldade em completar a chamada, mesmo após diversas tentativas. Sem alternativa, William foi levado ao hospital em um carro particular, mas não resistiu aos ferimentos. A mãe do jovem lamenta a perda e a falta de assistência médica adequada. Larissa Ferreira de Oliveira, esposa de William, destaca a necessidade de uma transferência para São Joaquim da Barra, onde o atendimento já estava preparado, mas a falta de ambulância impossibilitou o transporte.

Atropelamento de criança

Outro caso semelhante envolve o atropelamento de uma criança no dia 16. A mãe, Livia Barça Nufro da Silva, também ligou para o serviço de emergência (192), mas sem sucesso, pois a única ambulância disponível já atendia outra ocorrência. A criança foi levada ao hospital por um particular.

Falta de estrutura ou falha na comunicação?

A prefeitura de Morro Agudo afirma que as cinco ambulâncias da cidade são suficientes para atender a população. Atribui a dificuldade das famílias em contatar o serviço de ambulância à instabilidade da rede telefônica no dia do ocorrido. A operadora Algar Telecomunicações afirma ter sido notificada do problema no dia 26, um dia após a morte de William, e que solucionou a questão em duas horas. As famílias, no entanto, questionam a versão da prefeitura e da operadora, exigindo melhorias no sistema de atendimento emergencial da cidade para evitar novas tragédias.

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