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Moradores de Orlândia se revoltam com desvio de dinheiro em meio à problemas de falta d’água

Enquanto vários serviços municipais estão precários, o Ministério Público investiga possíveis fraudes de 23 licitações
Falta d'água Orlândia
Enquanto vários serviços municipais estão precários, o Ministério Público investiga possíveis fraudes de 23 licitações

Enquanto vários serviços municipais estão precários, o Ministério Público investiga possíveis fraudes de 23 licitações

Orlândia e outros municípios paulistas foram alvo da Operação Loc, deflagrada pelo Grupo de Atuações Especiais de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em conjunto com o Tribunal de Contas do Estado e a Polícia Militar. A operação revelou um esquema de desvio de dinheiro público que pode chegar a R$ 14 milhões.

Prefeitura fechada e documentos apreendidos

A operação resultou no cumprimento de mandados em diversas cidades do estado. Em Orlândia, a prefeitura ficou fechada o dia todo, com documentos sendo retirados à tarde e encaminhados para Franca para perícia. Uma das principais irregularidades apontadas diz respeito a um contrato de 30 anos para administração do serviço de água e esgoto da cidade.

Impacto na população

A população de Orlândia sofre com a falta de recursos. Moradores relatam falta de água, buracos nas ruas e falta de medicamentos nas farmácias. Janaína Bonato, dona de casa, descreve a falta constante de água em sua residência, impactando sua rotina e a de sua família. Irma Braga, outra moradora, relata a precariedade de serviços públicos na cidade.

Investigação em andamento

A investigação, que dura mais de um ano, aponta fraudes em 23 licitações e irregularidades em 13 contratações, além de superfaturamento de contratos. Foram cumpridos 115 mandados de busca e apreensão em oito prédios públicos de Orlândia e em outras cidades, como Porangaba, Morro Agudo, Sales Oliveira, Ribeirão Preto, Araraquara, Taubaté, Itaiaocú e na capital paulista. Secretários municipais, servidores públicos, engenheiros, advogados e empresários são investigados. Durante a operação, uma arma foi encontrada na casa do diretor-geral da saúde de Orlândia, Anderson de Oliveira, que foi levado à delegacia, mas liberado após apresentar documentos. A apuração do esquema de corrupção segue em andamento.

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