O MP apura uma suspeita de fraude em contratos de licitação e desvio de dinheiro com a empresa que realiza a limpeza da cidade
A Operação do Ministério Público que afastou o prefeito de Piracinunga, José Carlos Mantovani, e outros políticos causou grande repercussão na cidade. A promotoria investiga suspeitas de fraude em contratos de licitação da prefeitura com uma empresa de coleta de lixo e limpeza urbana, sediada em Pouso Alegre (MG), num esquema que envolve cerca de R$ 30 milhões.
Prefeito e Servidores Afastados
Além do prefeito, foram afastados o secretário de Governo, Luiz Carlos Montanero Filho; o secretário de Agricultura, Marcos Alexandre de Oliveira Morais; o superintendente do departamento de águas e esgoto, Jefferson Ricardo do Couto; e a pregoeira Dersilene dos Santos Magalhães. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em suas residências, na prefeitura e em São José do Rio Preto, na casa de uma advogada que intermediava entre a empresa e a prefeitura.
Reações e Próximos Passos
Moradores expressaram revolta com a situação, citando a precariedade dos serviços públicos. Cícero Justino da Silva, presidente da Câmara Municipal, assumiu interinamente a prefeitura. A Câmara aprovou a abertura de uma comissão processante para investigar as denúncias, com prazo de cinco dias para início dos trabalhos e dez dias para Mantovani apresentar defesa prévia. A cassação depende do voto favorável de pelo menos dois terços dos vereadores.
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O novo prefeito, Cícero Justino, afirmou que enfrenta grandes desafios e precisa se inteirar da situação antes de tomar decisões. Acompanharemos os desdobramentos da operação e as investigações em andamento.



