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Moradores de Ribeirão Preto devem receber entrevistadores sobre nutrição de crianças até 6 anos

Pesquisa é desenvolvida pelo Ministério da Saúde e deve visitar mais de 15 mil famílias no país; coordenadora do estudo explica
Receber entrevistadores sobre nutrição de crianças
Pesquisa é desenvolvida pelo Ministério da Saúde e deve visitar mais de 15 mil famílias no país; coordenadora do estudo explica

Pesquisa é desenvolvida pelo Ministério da Saúde e deve visitar mais de 15 mil famílias no país; coordenadora do estudo explica

Moradores de Ribeirão Preto devem receber, Receber entrevistadores sobre nutrição de crianças até 6 anos, durante os próximos meses, a visita de entrevistadores que farão parte do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani), coordenado pelo Ministério da Saúde. A pesquisa tem como objetivo avaliar a alimentação e o estado nutricional de crianças de até seis anos, abrangendo práticas de aleitamento materno, hábitos alimentares, condições nutricionais e possíveis deficiências vitamínicas.

O estudo é realizado em todo o Brasil e deve visitar cerca de 15 mil famílias. Em Ribeirão Preto, Receber entrevistadores sobre nutrição de crianças até 6 anos, a pesquisa abrangerá nove bairros da cidade e um do distrito de Bonfim Paulista, totalizando a participação de 10 famílias por localidade. A seleção dos domicílios é feita de forma aleatória, sem direcionamento para classes sociais específicas, garantindo a representatividade de diferentes perfis socioeconômicos.

Metodologia da pesquisa: Durante as visitas domiciliares, os entrevistadores farão perguntas relacionadas a aspectos socioeconômicos, informações sobre a gestação, alimentação da criança e do aleitamento materno. Além disso, as crianças serão medidas e pesadas para avaliação do estado nutricional. Um exame de sangue será realizado por profissionais de laboratórios indicados, com o objetivo de analisar hemogramas completos, níveis de vitaminas e sais minerais tanto das crianças quanto das mães, que passam a ser incluídas nesta edição do estudo, diferente da primeira edição realizada em 2019, que contemplava apenas as crianças.

“Nós iremos em 9 bairros de Ribeirão Preto e um de Bonfim Paulista e vamos falar com 10 famílias de cada um. As famílias, nós vamos fazer algumas perguntas socioeconômicas, perguntas sobre a gestação, a alimentação, o aleitamento da criança e juntos vamos medir e pesar. E depois faremos um exame de sangue junto com um profissional de um laboratório indicado para a gente ver como está a parte da saúde da criança, da mãe e da criança”, explicou Maria Auxiliadora Viegas, coordenadora do estudo.

Resultados e impactos da primeira edição

A primeira edição do Enani, realizada em 2019, trouxe dados importantes que influenciaram políticas públicas, especialmente na reformulação da política de suplementação de vitaminas do Ministério da Saúde. Por exemplo, a pesquisa identificou que 10% das crianças apresentavam deficiência de ferro, o que levou a ajustes nas estratégias de suplementação para melhorar a saúde infantil.

“Os dados estão sendo trabalhados em várias frentes, mas o que foi imediatamente introduzido foi uma reformulação da política de suplementação de vitaminas do Ministério da Saúde. Por exemplo, foi detectado que 10% das crianças tinham deficiência de ferro. Essa reformulação já está cobrindo essa parte e melhorando a saúde das crianças”, afirmou a coordenadora.

A pesquisa também envolveu diversas universidades federais, demonstrando o empenho da comunidade científica no acompanhamento da situação nutricional infantil no país.

Contexto atual e objetivos da nova edição: A segunda edição do Enani busca avaliar as mudanças ocorridas após a pandemia de Covid-19, período que impactou significativamente a economia e a rotina das famílias brasileiras. A perda de empregos e a dificuldade de acesso a serviços de saúde e alimentação foram fatores que podem ter alterado o estado nutricional das crianças.

“Pós-pandemia mudou muita coisa. Muitos pais perderam emprego, não saía assim, não tinha um acompanhamento perfeito. Então essa segunda edição basicamente quer ver isso: qual é a mudança nessas crianças após a pandemia, para podermos fazer melhorias na saúde infantil”, destacou Maria Auxiliadora Viegas.

Segurança e identificação dos entrevistadores: Considerando que os profissionais visitarão residências, o estudo adotou medidas rigorosas para garantir a segurança das famílias e dos entrevistadores. Os profissionais estarão identificados com camisetas oficiais do Enani e portarão crachás. Além disso, as famílias podem confirmar a identidade dos entrevistadores por meio de um site oficial, onde é possível verificar a foto do profissional ao digitar o CPF, e por um telefone 0800 disponibilizado para este fim.

“Temos duas senhoras trabalhando em Ribeirão Preto, que estarão com a camiseta do Enani e o crachá. Temos o 0800 e um site onde, para verificar se aquela pessoa realmente faz parte do estudo, é só digitar o CPF que aparece a foto da pessoa. Temos toda essa preocupação para evitar golpes”, explicou a coordenadora.

Seleção das famílias e abrangência do estudo

A seleção dos domicílios é feita de forma aleatória, sem direcionamento para áreas específicas da cidade ou perfis socioeconômicos, para garantir a representatividade dos dados. Inicialmente, não se sabe se o domicílio possui crianças na faixa etária de zero a seis anos. Caso não haja criança nessa faixa, a equipe segue para o próximo domicílio até completar o número necessário de entrevistas.

O estudo abrange cidades brasileiras com mais de 700 mil habitantes e alguns municípios menores. Em 2024, a coleta de dados está prevista para iniciar no final do ano, com os primeiros resultados esperados para o segundo semestre de 2025 e início de 2026. A divulgação dos dados completos será feita somente após o término da coleta em todos os locais para garantir a consistência das informações.

Informações adicionais

Para dúvidas sobre a pesquisa ou identificação dos entrevistadores, as famílias podem entrar em contato pelo telefone 0800 888 0022. A colaboração das famílias é fundamental para o sucesso do estudo, que visa aprimorar as políticas públicas voltadas à saúde e nutrição infantil no Brasil.

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