Centro de acolhimento tem fila de desabrigados e moradores sem comida e produtos de higiene
A recomendação de isolamento social, crucial para conter o avanço da pandemia, esbarra em uma dura realidade em Ribeirão Preto: a situação de moradores de rua, que não encontram abrigo e enfrentam a falta de recursos básicos.
Desamparo na Cava do Bosque
O centro de acolhimento na Cava do Bosque, com capacidade para 60 pessoas, está constantemente lotado. Muitos moradores de rua aguardam por horas, e até mesmo dias, por uma vaga, sem acesso a comida, higiene básica ou atendimento médico. Um morador relatou febre e a necessidade de abrigo, sem receber qualquer assistência.
Ações insuficientes e a invisibilidade da população de rua
Apesar da iniciativa da prefeitura em criar o centro de acolhimento, a assistência oferecida se mostra insuficiente. A reportagem da CBN constatou a falta de auxílio básico para aqueles que aguardam por vagas, como comida, álcool em gel e máscaras. Voluntários que trabalham no local relatam a impossibilidade de atender a todos, sem oferecer sequer o mínimo de suporte para aqueles que ficam do lado de fora. A situação expõe a fragilidade do sistema de acolhimento e a invisibilidade de uma população vulnerável, que precisa de mais do que apenas um abrigo.
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A urgência de soluções
A situação dos moradores de rua em Ribeirão Preto exige uma resposta urgente e eficaz. A falta de vagas no centro de acolhimento, combinada com a ausência de medidas básicas de suporte para aqueles que aguardam por uma vaga, demonstra a necessidade de ações mais abrangentes e efetivas por parte do poder público. A prefeitura precisa ampliar a capacidade de acolhimento e garantir o acesso a recursos essenciais para todos que se encontram em situação de vulnerabilidade social, assegurando não só a saúde, mas também a dignidade dessas pessoas.



