Vizinhos alegam que muitos andarilhos migraram da Praça Schmidt para lá; novos focos de incêndio foram registrados
A antiga fábrica de papel na Vila Virgínia, em Ribeirão Preto, tem sido palco de um problema que afeta diretamente os moradores da região: a ocupação do local por usuários de drogas, que promovem incêndios constantes.
Incêndios e fumaça: o dia a dia dos moradores
Os focos de incêndio, que pareciam ter diminuído, voltaram a perturbar a vizinhança. Usuários de drogas invadem o espaço, recolhem materiais das ruas e ateiam fogo, causando fumaça que se espalha rapidamente, irritando os olhos e causando tosse. Michelha Santos, moradora da região, relata que todos em sua casa estão com tosse e que a situação a obriga a manter janelas e portas fechadas, mesmo com o calor.
Migração de usuários de drogas e ineficiência das ações
Michelha também observa que muitos usuários de drogas migraram da Praça Chimit, na Baixada, para a antiga fábrica. A Guarda Civil Municipal realizou rondas no local, mas a frequência diminuiu, deixando os moradores à mercê da situação. A moradora relata furtos em imóveis próximos, com a polícia se mostrando ineficaz na resolução dos problemas. Um vizinho teve sua casa invadida e diversos itens furtados.
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A responsabilidade dividida e o impasse
A Prefeitura de Ribeirão Preto realizou um mutirão e retirou cerca de 70 toneladas de lixo do local, mas alega não poder intervir diretamente, pois o terreno é particular. O terreno foi arrematado em leilão pela construtora Bril, que, apesar de confirmar o arremate, ainda não obteve a posse definitiva da justiça. Enquanto isso, os moradores continuam sofrendo com a situação, presos em um impasse entre a prefeitura e a construtora, sem uma solução definitiva à vista. A situação, que se arrasta por meses, demonstra a necessidade urgente de uma solução para garantir a segurança e o bem-estar da população.