Somente na última semana, ao menos cinco abalos foram sentidos pela população; pesquisadores da USP estudam os casos
Já são cinco tremores de terra em uma semana em Sales, deixando moradores em alerta. O tremor de sexta-feira passada, por exemplo, assustou o aposentado Nelson Passaglia, que descreveu a sensação como um forte impacto: “Eu estava sentado na varanda, a cadeira deu uma tremida, eu falei, o que está acontecendo aqui? E dá um tiro, o bíblio é aquele estúdio”.
Avenida Mojiana: Epicentro dos Tremores
A Avenida Mojiana foi um dos pontos que mais sentiram os tremores. Daniela Toshes, moradora da parte alta da avenida, relatou o barulho assustador: “Como você pegasse um pilastro de cimento e jogasse no chão, é um barulho imenso, que chega até 3,5m de anel. E é coisa de 5 segundos, é muito rápido”.
Investigação em Andamento
Os tremores não foram registrados pela estação sismográfica de Bebedouro, a 80km de Sales. Por isso, aparelhos de medição foram instalados no município. O engenheiro da USP, Luiz Galiardo, destaca a dificuldade da investigação: “É um processo que precisa das pessoas que falem para a gente falar, ‘tivemos um tremor aqui’, e a gente vai buscar, e às vezes o tremor está lá, e a gente não conseguiu determinar, detetar ele”.
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Comparação com Porangaba e Possíveis Causas
Em Porangaba, cidade vizinha, tremores eram comuns nos anos 80 e 90, chegando a 100 em um único dia. Estudos na época apontaram a perfuração de poços de água como causa. Para os engenheiros da USP, a situação em Sales parece ser localizada e não preocupante, a princípio. Luiz Galiardo afirma que, se os tremores persistirem, as construtoras deverão rever seus projetos, analisando possíveis problemas de engenharia e riscos sísmicos.
Quatro sismógrafos monitorarão a situação em Sales. As informações foram obtidas pela IPTV, com colaboração de Giovanni Henrique e Gabriela Dias.



