Munícipes da Vila Áurea dizem conviver com o odor há dois anos; Prefeitura diz que obra para resolver o problema custa R$ 6 mi
Moradores de um residencial próximo à estação de tratamento de esgoto na Vila Áurea, em Sertãozinho, têm convivido com um odor forte e incômodo, especialmente em dias secos e sem vento. A situação, que se intensificou nos últimos dois anos, tem gerado reclamações e impactado a qualidade de vida na região.
O Drama dos Moradores
A dona de casa Marlene Pereira relata que, em dias quentes, precisa fechar rapidamente portas e janelas para tentar evitar o mau cheiro. Ela improvisou uma lona no portão, mas o odor persiste. A operadora de caixa Catiane dos Santos e o operador de máquinas Antônio da Silva também expressam sua insatisfação, afirmando que a situação se tornou insuportável. “Depois que vim morar aqui e fizeram esse tratamento, piorou”, diz Catiane. Antônio complementa: “Eu gasto muito com remédio. Não consigo almoçar, não consigo dormir. Quando está muito quente, o cheiro é muito forte”.
Promessas Não Cumpridas
Segundo o assessor comunitário Eli Carlos Mariano, quando a instalação do tratamento de esgoto foi discutida com os moradores, foi garantido que não haveria problemas com odores. Para tentar amenizar a situação, plantaram eucaliptos na região, mas a medida não surtiu efeito. “O que foi falado é que seriam usados tratamentos e produtos que não seriam maléficos para a comunidade. Mas, infelizmente, o mau cheiro é desagradável, principalmente nos horários de almoço ou quando está muito calor”, lamenta Eli.
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A Solução em Vista
O Serviço de Água, Esgoto e Meio Ambiente de Sertãozinho (SAEMAS) informou que está em andamento a segunda etapa de uma obra para implantar um sistema de tratamento de esgoto fechado, o que deve eliminar o problema do odor. A ordem de serviço deve ser emitida em breve, e a obra, com investimento estimado em R$ 6 milhões, deve levar cerca de um ano para ser concluída. O SAEMAS também ressaltou que a estação foi instalada a 500 metros das casas, seguindo as orientações da CETESB.
A expectativa é que a nova tecnologia traga alívio aos moradores, que aguardam ansiosamente a resolução desse problema que afeta seu bem-estar diário.



