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Moradores de várias cidades pedem redução salarial de políticos

Em São Joaquim da Barra, por exemplo, população quer que salários caiam pela metade
redução salarial de políticos
Em São Joaquim da Barra, por exemplo, população quer que salários caiam pela metade

Em São Joaquim da Barra, por exemplo, população quer que salários caiam pela metade

Em meio a um cenário de recessão econômica e crescente descontentamento popular com a gestão pública e a corrupção, diversas cidades brasileiras testemunham um movimento de iniciativa popular que busca reduzir os salários de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. A onda de mobilização ganhou força após um incidente em Santo Antônio da Platina, no Paraná, onde uma moradora confrontou um vereador sobre um possível reajuste salarial.

O Estopim da Insatisfação

O vídeo do confronto em Santo Antônio da Platina viralizou, catalisando a indignação popular. Em São Joaquim da Barra, um grupo de cidadãos exige uma redução de 50% nos salários dos 11 vereadores, que atualmente recebem pouco mais de R$ 5 mil cada. O vice-prefeito aufere cerca de R$ 6.300, enquanto o prefeito Marcelo da Mar recebe R$ 22.241 mensais. Dona Zete Garcia de Menezes, líder do movimento, enfatiza que a iniciativa reflete o descontentamento generalizado da população.

O Processo Legislativo e a Visão de Especialistas

Para que o projeto de lei de iniciativa popular seja formalmente apresentado, é necessário o apoio de 5% do eleitorado da cidade. Em São Joaquim da Barra, a proposta deve passar pela Comissão de Justiça do Legislativo, conforme explica Albert Ferreira Magalhães, presidente da subseção da UAB local. O projeto, acompanhado de uma justificativa e das assinaturas coletadas, é encaminhado à Câmara, onde a Comissão Permanente emitirá um parecer de legalidade e constitucionalidade antes da votação.

Expansão do Movimento e Impacto Potencial

A iniciativa de redução salarial se espalha por outras cidades da região. Em Pedregulho, o líder do grupo, Leandro Valadão, argumenta que a medida permitiria à prefeitura economizar recursos e solucionar problemas como a deterioração de praças, a má qualidade das estradas, a falta de medicamentos e a paralisação de reformas em postos de saúde. O cientista social Fábio Pacano, por sua vez, alerta para o equívoco de tratar a redução salarial como uma punição aos eleitos, defendendo uma remuneração justa e proporcional à responsabilidade e aos recursos geridos pelos políticos, atrelada a metas e responsabilização.

Em Igarapá, o movimento já ultrapassou o número de assinaturas necessárias para protocolar o projeto, que propõe a diminuição dos salários dos vereadores (atualmente R$ 6.600), do prefeito (R$ 15.000) e do vice-prefeito (R$ 6.300). O presidente da Câmara local, Jair Xavier Bisinoto, assegura que a proposta será analisada e discutida com todos os vereadores assim que chegar ao Legislativo. A coleta de assinaturas também ocorre em Pradópolis e Tacoaritinga.

A insatisfação popular se manifesta em diversas localidades, buscando, através da participação cívica, influenciar as decisões políticas e a alocação de recursos públicos.

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