Via Dr. Joaquim Estanislau de Gusmão sofre com problemas no asfalto e ausência de manutenção
Moradores do bairro Iguatemi, na zona leste de Ribeirão Preto, reclamam que um trecho da Rua Doutor Joaquim Stanisław Guzmão — entre a marginal Castelo Branco e a Rua Anastácia Canezim — ficou de fora de um recapiamento recente realizado em vias próximas. O relato foi apurado pelo repórter Samuel Santos e confirma que, enquanto ruas vizinhas receberam asfalto novo, esse segmento permanece com manutenção precária há décadas.
Trecho excluído do recapiamento e histórico de abandono
Vizinhanças como Presidente Kennedy e a própria Rua Arnaldo Vitaliano passaram por recapiamento, mas o trecho indicado pelos moradores não foi contemplado. Segundo residentes, a pavimentação é praticamente a original e só recebe remendos pontuais.
Fátima Tribuci, moradora do Iguatemi há 30 anos, diz que nunca viu manutenção contínua no local: “Moro aqui há 30 anos e nunca houve manutenção, só tapa-buracos. Com a chuva, o asfalto vai se deteriorando e os buracos voltam a aparecer”.
Drenagem entupida, poças e risco à saúde
Além dos buracos, a população aponta problemas recorrentes de drenagem. As bocas de lobo, segundo os moradores, estão entupidas pelo acúmulo de folhas, pedras e sujeira que descem da via, o que impede escoamento e provoca acúmulo de água em trechos que chegam a invadir a calçada.
Os moradores relatam que a água parada persiste por meses em pontos como a esquina da Rua Doutor Joaquim Stanisław Guzmão com a Rua Anastácia Canezim. Há queixas sobre sujeira, mau cheiro e risco de proliferação do mosquito Aedes aegypti — relatos locais apontam suspeitas de casos de dengue nas proximidades atribuídos às poças acumuladas.
Resposta da administração municipal
Em nota, a Secretaria de Obras informou ter realizado um levantamento do trecho e que, segundo a avaliação técnica, no momento não há necessidade de recapiamento. Sobre as bocas de lobo entupidas, a Secretaria de Infraestrutura afirmou que foi acionada e enviará uma equipe ao local para avaliação e providências.
Moradores cobram explicações sobre os critérios que levaram a deixar o segmento sem recapiamento, lembrando que pagam impostos como os demais bairros e exigem manutenção regular que garanta segurança e saúde pública no entorno.



