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Moradores do Ipiranga fazem plantão de madrugada para ter água

Quem mora na Rua Paranaguá só consegue ter o serviço entre 23h e 6h
Moradores Ipiranga água
Quem mora na Rua Paranaguá só consegue ter o serviço entre 23h e 6h

Quem mora na Rua Paranaguá só consegue ter o serviço entre 23h e 6h

Moradores do bairro Ipiranga, em Ribeirão Preto, enfrentam um drama noturno: a escassez de água. Entre 23h e 6h, enquanto a maioria da população dorme, eles fazem plantão na esperança de ver água sair das torneiras. A situação, que se arrasta por anos, afeta diretamente a rotina e a qualidade de vida dessas pessoas.

O Cotidiano Interrompido pela Falta D’água

Dona Suelife Herrera Chaves, faxineira, relata as dificuldades de quem precisa realizar tarefas básicas durante a madrugada. “Se você quiser lavar roupa de madrugada, você vai dormir uma hora e duas horas da manhã. Agora, por exemplo, você abrir a torneira? Não tem água. Sai nada. Nada. Só sai vento. E a conta vem, né? Todo mês. Que absurdo”, desabafa.

Um Quarteirão Sitiado pela Seca

A falta d’água se concentra no quarteirão entre as ruas Porto Seguro e Itajaçu, onde também se localiza a escola Francisco Bonfim. Maria Aparecida Marcelino, outra moradora, lamenta a falta de água até para higiene pessoal. “Você acorda sete horas e mais água. Quando é 11h30, meia noite, era duas horas da manhã, a água começou a chegar. E a gente fica sem água, que é a caixa, quinhentos litros, a caba da caixa. Tem dia que tem água, tem que tomar banho, tem que esperar água chegar”, conta.

Promessas e Soluções Paliativas

Neusa Francisco, dona de casa, tenta armazenar água durante a madrugada, mas a quantidade nunca é suficiente. “Essa noite acordei três horas da manhã pra encher os tambores. Quando foi cinco pra seis, já não tinha mais. Eu levanto toda a noite pra lavar a roupa. Eu tô com três máquinas de roupa lá pra lavar, porque eu não verso. Lavar a roupa toda madrugada eu canso.” As explicações da Daerp, segundo os moradores, são sempre as mesmas: “Vai melhorar, vai abrir poço, é bomba que tá quebrada, é bomba que vai tá sucateada lá no seu que vai trocar.” A escola Francisco Bonfim, inclusive, recebe água de caminhões pipa da Daerp regularmente.

A persistência do problema demonstra a necessidade urgente de uma solução eficaz e duradoura para garantir o acesso à água para os moradores do Ipiranga.

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