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Moradores do Ipiranga protestam contra falta de água

Cruzamento das ruas Avarandava e General Câmara fica interditado
falta de água
Cruzamento das ruas Avarandava e General Câmara fica interditado

Cruzamento das ruas Avarandava e General Câmara fica interditado

Moradores do Ipiranga, em Ribeirão Preto, realizaram um protesto na Rua Vã-andávara, no cruzamento com a General Câmara, incendiando galhos e pneus para chamar a atenção para a persistente falta d’água na região. A manifestação expõe a frustração da comunidade diante da ausência de soluções efetivas por parte da Daerp.

Revolta e Desespero: O Cotidiano Sem Água

Luisa, moradora local, relata que o problema se arrasta há 18 anos, mas se agravou drasticamente nos últimos dias. A falta d’água impede atividades básicas como cozinhar e higiene pessoal. A decisão de bloquear a rua com fogo foi motivada pela falta de diálogo e soluções por parte da Daerp. “Ninguém conversa com a gente, ninguém fala nada. Ninguém quer resolver”, desabafa Luisa.

Respostas Insuficientes e Promessas Quebradas

Os moradores afirmam que, ao entrarem em contato com a Daerp, recebem a justificativa de que a bomba de recalque está quebrada, sem previsão de restabelecimento do serviço. A falta de informações claras e o descaso com a situação levaram a população ao limite. Transcinej, outra moradora, expressa o sofrimento de passar uma semana sem água, impossibilitando o banho, a preparação de alimentos e a higiene, especialmente para crianças e enfermos. “Chegamos no nosso limite”, afirma Transcinej, justificando o ato extremo.

O Impacto na Comunidade e a Busca por Solução

Simone Pragas, também moradora, carrega um cartaz com a frase “O povo precisa de água”, evidenciando a urgência da situação. A falta d’água afeta especialmente pessoas com deficiência e idosos, que enfrentam dificuldades ainda maiores. Fábio da Silva relata a necessidade de acordar de madrugada para encher latões e garantir o mínimo de água para o dia a dia. A equipe da Efa compareceu ao local, alegando que há água disponível, o que foi contestado pelos manifestantes, que exigem ver o abastecimento normalizado. A população local reclama que a situação se arrasta há 40 anos e que, enquanto isso, a prefeitura não oferece soluções e a conta de água continua a chegar.

A persistência da crise hídrica e a falta de respostas efetivas por parte das autoridades demonstram a necessidade urgente de medidas para garantir o acesso à água potável para a população do Ipiranga.

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