Aproximadamente 50 foram retiradas do canteiro central de uma das principais avenidas do bairro; ambientalista alerta para risco
A remoção de árvores em um bairro de Ribeirão Preto gerou revolta entre moradores e estudantes, que protestaram contra a ação. A justificativa oficial é a segurança da rede elétrica, mas a população questiona a necessidade do corte radical e seus impactos ambientais.
O Impacto da Remoção
Moradores como Jair Afonso Neves lamentam a perda da vegetação, essencial para amenizar o calor intenso na cidade. A remoção das árvores agrava o problema do ar quente na região. Segundo a prefeitura, a medida foi tomada a pedido do Ministério Público, devido ao risco que as árvores representavam para a rede elétrica de alta tensão da CPFL.
Protestos e Resistência
Estudantes tentaram impedir a ação, abraçando as árvores e protestando contra o corte. Jacqueline Brond relatou que os trabalhadores chegaram a cortar árvores com manifestantes agarrados a elas, demonstrando um “descaso total”. Luara Carvalho questionou o corte indiscriminado, alegando que árvores que não representavam perigo também foram removidas. A polícia foi acionada para conter os protestos.
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Consequências Ambientais
Além da perda da sombra e do oxigênio, a remoção das árvores afeta o aquífero Guarani, importante fonte de água para a cidade. O ambientalista Manuel Tavares alerta que a diminuição da vegetação prejudica o abastecimento do aquífero e favorece a proliferação de mosquitos transmissores de doenças, já que os pássaros, que se alimentam desses insetos, perdem seu habitat. A CPFL se limitou a informar que possui licença ambiental para a extração das árvores, visando a segurança da população e o fornecimento de energia.
A situação expõe um conflito entre a necessidade de manutenção da rede elétrica e a preservação do meio ambiente urbano. Moradores cobram o replantio de árvores adequadas à região, garantindo a continuidade dos benefícios ambientais e a qualidade de vida no bairro.



