Segundo moradora, problema acontece há um mês e meio, durante dia e noite;
Moradores do Jardim Procópio em Ribeirão Preto sofrem com falta d’água e queimadas
Falta d’água constante
A falta d’água no Jardim Procópio, zona norte de Ribeirão Preto, tem afetado a vida dos moradores há cerca de um mês e meio. A professora Talita Dianne Gonçalves relata que o desabastecimento ocorre dia e noite, com a água acabando já pela manhã. Sem água suficiente para tarefas básicas, famílias enfrentam dificuldades para higiene pessoal, limpeza da casa e até mesmo para dar banho em crianças. A situação é agravada pela pandemia, que mantém as famílias em casa, sem acesso a atividades externas que amenizariam o problema.
Queimadas e problemas respiratórios
Para piorar a situação, o Jardim Procópio está próximo ao Anel Viário Norte, área afetada por queimadas e carnavais. A fumaça constante prejudica a saúde dos moradores, principalmente aqueles com problemas respiratórios, como a dona Eva dos Reis, mãe de Talita. A combinação de falta d’água e ar poluído torna os dias ainda mais difíceis para a população.
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Reclamações e falta de solução
Moradores afirmam ter feito diversas reclamações à companhia de água, sem obter solução. A justificativa apresentada pela empresa seria o alto consumo de água devido ao calor, mas os moradores contestam essa explicação, alegando pagar suas contas em dia e não serem responsáveis pelo desperdício alheio. A reportagem entrou em contato com a companhia de água, que informou estar trabalhando na região para solucionar o problema de baixa pressão no abastecimento, realizando uma varredura nas ruas para detectar e corrigir o problema. A prefeitura ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.
A falta d’água no Jardim Procópio destaca a vulnerabilidade da população diante de problemas de infraestrutura e a urgência de soluções efetivas por parte das autoridades. A situação também serve como alerta para a importância da preservação dos recursos hídricos, especialmente em períodos de estiagem, e para o impacto da poluição do ar na saúde da população. O caso reforça a necessidade de um diálogo aberto entre a população, a companhia de água e a prefeitura para encontrar soluções duradouras para o problema.



