Canteiro entre a marginal e a Via Norte acumula água quando chove, tem mato alto e asfalto no local está em má condições
Moradores do bairro Mar Insec, na zona norte de Ribeirão Preto, reclamam das condições da Via Norte e da sua marginal. Segundo relatos colhidos pela reportagem, trechos da Rua Valentina Selenguete e o canteiro central estão sem manutenção, com erosões e acúmulo de mato e lixo que vêm prejudicando o pavimento e aumentando o risco de acidentes, especialmente em dias de chuva.
Degradação do canteiro e falta de limpeza
O repórter Samuel Santos apurou que o canteiro que separa a Valentina Selenguete da Via Norte apresenta trechos com erosão, terra exposta e vegetação alta. Anderson Zorat, vigilante que mora no bairro há mais de 40 anos, descreve a situação: “Vai infiltrando a água, vai causando erosão. A limpeza é precária e a população às vezes não ajuda, joga lixo; tem até resto de móveis no canteiro.” Segundo moradores, a ausência de manutenção tem agravado o desgaste do asfalto adjacente.
Passagens irregulares e risco no tráfego
Além da erosão, os residentes relatam que motoristas e motociclistas criaram acessos improvisados no canteiro, eliminando sarjetas e transformando pontos em entradas e saídas não planejadas para o bairro. As ondulações no pavimento da Via Norte, onde a velocidade máxima é de 70 km/h, e a sequência de buracos têm provocado barulho na suspensão e situações perigosas para condutores. “Toda semana são dois, três, quatro acidentes aqui. É direto”, afirma Anderson, referindo‑se a colisões frequentes no trecho.
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Enchentes recorrentes e prejuízos a moradores e comerciantes
Outro problema apontado pelos moradores são as cheias que ocorrem quando chove forte. O córrego que atravessa a região transborda e a água desce de áreas mais altas — inclusive de localidades como Cravinhos e Bonfim Paulista — acumulando‑se nos pontos mais baixos de Mar Insec e invadindo ruas, casas e comércios. Um comerciante chegou a encerrar atividade na esquina afetada pelas inundações. Moradores relatam episódios anuais com até um metro e meio de água, perdas de mercadorias e danos materiais.
A Secretaria de Infraestrutura de Ribeirão Preto informou, em nota, que fará uma vistoria no local apontado pela reportagem para adotar providências, sem, porém, detalhar prazos ou ações específicas. Enquanto isso, moradores pedem intervenções que incluam limpeza, reparos no canteiro e no pavimento, e medidas para reduzir o risco de enchentes e acidentes na via.



