Canos foram rompidos durante as escavações e causam falta no abastecimento no quarteirão entre a Garibaldi e a Sete de Setembro
Vazamentos de água em obra de mobilidade urbana causam revolta em Ribeirão Preto
Obras no Corredor de Ônibus do Centro
Moradores e comerciantes do quarteirão da Rua Lafayette, entre as ruas Garibaldi e Sete de Setembro, em Ribeirão Preto, estão revoltados com vazamentos de água limpa ocorridos durante as obras de implantação do Corredor de Ônibus do quadrilátero central. Os vazamentos, que começaram há três dias, foram causados por canos furados durante as escavações, deixando imóveis sem água.
Desperdício e Falta de Água
Segundo relatos, os vazamentos são significativos, com água jorrando como um chafariz em pelo menos dois pontos. Funcionários da construtora responsável pela obra teriam tentado esconder os vazamentos com pedras. A falta de água afeta comerciantes, como Simone Aparecida Ferreira Bisco, funcionária de uma lanchonete, que relata dificuldades em trabalhar com alimentos sem acesso à água. A clínica ao lado também está sem água, e moradores tiveram que recorrer a caminhões-pipa particulares para suprir a necessidade, uma vez que a prefeitura não forneceu ajuda.
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Reações e Impactos
O desperdício de água e a falta de solução geram indignação entre os moradores. Um mecânico, Jefferson Francisco de Araújo, morador do Parque Ribeirão, que estava na região para exames, ficou chocado com a situação e criticou a falta de fiscalização. A situação se agrava com a lama formada pela água e terra expostas, dificultando o acesso aos imóveis e colocando em risco os veículos que trafegam pela rua. Embora um caminhão-pipa da SABESP tenha fornecido água para a clínica, a situação dos vazamentos e a falta de posicionamento da prefeitura e da construtora continuam sendo um problema.
A reportagem destaca a interdição de vários quarteirões na região, mas ressalta que, apesar de desvios, o trânsito na Rua Lafayette segue com fluxo livre em alguns pontos. Uma interdição programada pela prefeitura para a Rua Lafayette, entre a Rua Sete de Setembro e a Rua Marechal Deodoro, não ocorreu como previsto. A falta de resposta da prefeitura e a persistência dos vazamentos demonstram a gravidade da situação e a necessidade de uma solução urgente para evitar maiores transtornos e prejuízos à população.



