Veículos tem dificuldade de passar pelo trecho irregular e repleto de buracos; Prefeitura informou que tenta verbas para reforma
Moradores da zona rural de Cajuru voltam a denunciar o estado precário de uma estrada de terra que liga a rodovia ao bairro conhecido como Mumbuca. Segundo os relatos, as chuvas das últimas semanas agravaram buracos e valetas, e o transporte escolar chegou a ficar retido após uma roda do ônibus cair em uma vala formada pela força das águas.
Uso intenso e danos nas propriedades
A via dá acesso a cerca de 100 propriedades rurais e é usada diariamente por produtores e pelo transporte escolar. Segundo moradores, o mau estado da pista causa prejuízos constantes: veículos quebram-se com frequência, carregamentos de verduras ficam retidos e o escoamento da produção fica comprometido. “Encrava, sai com um carro cheio de verdura e aí encrava mais ainda”, relatou um morador. Outra mãe contou que, quando o ônibus não pôde seguir, teve de dividir o custo de um táxi entre cinco alunos para que o filho chegasse à escola para prestar prova.
Risco na ponte e receio entre os pais
Além das crateras na pista, moradores apontam para a falta de proteção lateral em uma ponte que faz a ligação entre a rodovia e o bairro. Há relatos de trechos com barrancos cedendo, o que alimenta o receio de que a estrutura possa ceder, principalmente pelos frequentes tráfegos de caminhonetes carregadas com produção agrícola. “Disseram que iam arrumar a ponte há um mês, mas já faz seis meses que está assim”, afirmou Giselle Aparecida Fernandes, proprietária rural da região.
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Intervenções emergenciais e limitações da prefeitura
Para amenizar os problemas mais críticos, a prefeitura enviou tratores para espalhar terra e pedras em pontos de descida considerados prioritários. No entanto, moradores dizem que a intervenção é insuficiente: em ocasiões recentes o trator também não conseguiu retirar o ônibus ou veículos atolados.
A secretaria de Agricultura informou que a administração municipal tenta obter verbas estaduais e federais para a reforma da estrada. A pasta acrescentou que pequenos consertos são realizados com regularidade, mas destacou a limitação de recursos humanos: uma única equipe é responsável pela manutenção de cerca de 400 quilômetros de estradas de terra do município.
O impasse entre a necessidade de obras mais robustas e a escassez de recursos deixa a população rural em alerta, com prejuízos econômicos e apreensão sobre a segurança do transporte escolar e do escoamento da produção agrícola.



