Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Lis Canello
Moradores do bairro Simione, em Ribeirão Preto, estão revoltados com a Prefeitura Municipal após duas tentativas de poda e corte de árvores na região. O caso, que começou em dezembro, ganhou novos contornos nesta semana, gerando indignação e questionamentos sobre as ações do poder público.
O Início da Controvérsia
Em dezembro, uma equipe da Prefeitura compareceu ao bairro alegando que uma árvore de grande porte estava condenada e necessitava de poda. A ação foi realizada, mas, para surpresa dos moradores, a equipe retornou nesta semana com a intenção de cortar outra árvore, alegando que a primeira intervenção havia sido feita na árvore errada.
Revolta e Questionamentos da Comunidade
A professora Alessandra de Oliveira, moradora do bairro, expressou a indignação da comunidade. Segundo ela, a área em questão é mantida e cuidada pelos próprios moradores, já que a Prefeitura a mantém abandonada. A tentativa de corte da segunda árvore gerou uma reação imediata dos vizinhos, que se uniram para impedir a ação.
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Alessandra questiona a justificativa para os cortes, ressaltando a dificuldade que um cidadão comum enfrenta para obter autorização para remover uma árvore. Ela também contesta a alegação dos funcionários de que a poda teria sido solicitada por ela ou por outro morador, informação que ela nega veementemente.
Revitalização em Meio à Polêmica
A situação se torna ainda mais complexa com o surgimento de um comunicado sobre um possível convênio entre a Prefeitura e uma ONG para revitalizar a área. Os moradores questionam a necessidade desse convênio, uma vez que já são eles os responsáveis pela manutenção e cuidado do local, inclusive com o plantio de novas mudas.
O caso ganha destaque em meio a um cenário de cortes de árvores consideradas sadias na cidade. Segundo o Jornal à Cidade, entre maio e novembro de 2014, a Prefeitura de Ribeirão Preto ficou sem contrato para serviços de poda e corte, acumulando uma grande demanda. A CBN Ribeirão entrou em contato com a Prefeitura para obter esclarecimentos sobre as queixas dos moradores e sobre a limpeza dos troncos e galhos restantes, mas ainda não obteve resposta.
Diante dos fatos, a comunidade aguarda um posicionamento da Prefeitura e busca entender os critérios utilizados para as intervenções nas árvores do bairro.



