Extrações foram feitas a mando da Saerp para a construção de um reservatório de água; autarquia afirma que está autorizada
Moradores do Jardim Orestes Lopes de Camargo, na zona norte de Ribeirão Preto, expressaram indignação após o corte de mais de 30 árvores em um terreno público. A extração, realizada pela SAERP (Secretaria de Água e Esgoto de Ribeirão Preto) para a construção de um reservatório de água, gerou revolta entre os moradores.
Corte de Árvores e Reações da Comunidade
A extração das árvores, iniciada na terça-feira e finalizada na tarde de quarta, foi executada por uma empresa terceirizada contratada pela SAERP. Um documento de autorização previa o corte de 39 árvores de pequeno e médio porte, muitas delas frutíferas. José Tavares Cordeiro, morador da região, demonstrou sua indignação com a situação, afirmando que a remoção da vegetação alterou significativamente o ambiente local. Cristiano Ribeiro, residente há mais de 20 anos no bairro, questionou a necessidade do corte de tantas árvores, destacando a existência de um terreno vazio próximo que poderia ter sido utilizado.
Impacto Ambiental e Crítica à SAERP
Seu Salvador de Oliveira, de 75 anos, morador próximo ao terreno e responsável pelos cuidados da vegetação por décadas, lamentou a perda das árvores. O aposentado José Augusto Rossetti também criticou a escolha do local, sugerindo que o reservatório poderia ser construído em um terreno sem vegetação. A SAERP, em nota, justificou o corte com a necessidade de construir um reservatório com capacidade para 2 milhões de litros de água, alegando autorização da Secretaria de Meio Ambiente e prometendo a compensação ambiental com o plantio de mais de 400 árvores nativas. Entretanto, a compensação não apaga a revolta dos moradores, que perderam a sombra e o conforto proporcionados pelas árvores, especialmente em dias de calor intenso.
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Considerações Finais
O episódio destaca o conflito entre desenvolvimento urbano e preservação ambiental. Embora a SAERP justifique a ação pela necessidade de abastecimento de água, a falta de diálogo prévio com a comunidade e a percepção de que alternativas poderiam ter sido consideradas geraram grande insatisfação entre os moradores. A promessa de compensação ambiental, embora importante, não diminui a perda imediata da vegetação e o impacto negativo na qualidade de vida da população local.



