Problema é na Travessa Mamoré, no bairro Ipiranga; de acordo com as 30 famílias que moram no local, as reclamações são antigas
A falta de água em Ribeirão Preto, especificamente na travessa Mamoré, localizada entre as ruas General Câmara e Porto Seguro, afeta mais de 30 famílias há anos. Moradores relatam a necessidade de acordar de madrugada para armazenar água em baldes e tambores, devido à irregularidade no fornecimento.
Cronograma de escassez
A autônoma Dina Pereira descreve a situação: “Às 7 horas, tem; às 9 horas, a água vai e não tem mais nada. Isso é quase todo dia”. A diarista Dalvó Urbinati, que trabalha fora o dia todo, relata as dificuldades em realizar tarefas domésticas sem água, sendo obrigada a lavar roupas com água armazenada na caixa, que muitas vezes não é suficiente. Ela complementa: “São 18 anos que eu moro nessa casa. Não tem água.”
Cobranças abusivas
Apesar da falta de água, moradores recebem contas de valores exorbitantes. Cristina Silva Ferreira recebeu uma conta de R$ 4.600,00, referente a um consumo estimado de 175 mil litros de água – um absurdo considerando a escassez. Rosilane da Silva recebeu uma conta de R$ 2.100,00 e afirma que irá recorrer à justiça. A falta de água regular não justifica a cobrança de valores tão altos.
Resposta da ERPs
A ERPs afirma que equipes trabalham na região do Ipiranga para aumentar a vazão de água e que os técnicos acompanham a situação para solucionar o problema de forma definitiva. Quanto às altas contas, a ERPs justifica o faturamento por meio de médias de consumo devido à impossibilidade de leitura dos hidrômetros. A orientação é procurar uma unidade de atendimento para resolver as pendências. Entretanto, a falta de solução definitiva persiste, gerando indignação e prejuízos aos moradores.



