Prefeitura pediu para que os munícipes evitassem o desperdício, mas as torneiras de vários bairros estão vazias
A falta d’água em Pitangueiras tem gerado revolta e indignação entre os moradores. Desde a implantação do racionamento pela prefeitura, no mês passado, a situação se agravou, com multas aplicadas por desperdício, mesmo em locais onde a água sequer chega às torneiras.
Água não chega, fazendas desperdiçam
A moradora Aieandra Silva, do Jardim Canadá, relata que o problema é recente em seu bairro, mas o que mais a choca é o contraste com o desperdício em fazendas vizinhas. “Tem cano de água tirando água do rio, milhões de litros para irrigar cana. Não tem necessidade! A gente não pode lavar direito uma roupa por falta d’água, e eles desperdiçando assim”, desabafa.
O problema não se limita ao Jardim Canadá. Outros bairros, como Gustão, Jardim Macedo e Jardim Bela Vista, também sofrem com a falta d’água, segundo Aieandra. “Não tem um pingo d’água na torneira. A gente tem que encher baldes para fazer as coisas, guardar água limpa, porque para tomar banho, cozinhar ou lavar louça não tem água. Às vezes, depois da meia-noite, as pessoas não conseguem lavar roupa por falta d’água”, relata.
Prefeitura e o problema do abastecimento
Aieandra afirma ter reclamado na prefeitura, sem sucesso. A solução encontrada por muitos moradores é recorrer a caminhões-pipa, mas o serviço é pago, gerando um custo adicional para quem já enfrenta dificuldades. Há quase dois meses, a CBN Ribeirão Preto conversou com o secretário de Meio Ambiente, Jair Manfrin, que explicou que o problema é antigo e multifatorial. Ele apontou uma perda de aproximadamente 50% de água na rede devido à falta de manutenção em administrações anteriores. A prefeitura afirma estar realizando estudos para setorizar a cidade e identificar os bairros com maior consumo.
Situação atual
Apesar de novas tentativas de contato, a prefeitura ainda não se manifestou sobre a situação de abastecimento nos bairros citados. A falta d’água continua afetando a vida dos moradores de Pitangueiras, que buscam soluções emergenciais enquanto aguardam uma resposta efetiva do poder público.



