Problema ocorre na Amador Bueno; veículo, que ocupa parte de uma faixa amarela, atrapalha o trânsito no local
Carros abandonados em Ribeirão Preto: um problema que persiste
Preocupantes reclamações de moradores
A cidade de Ribeirão Preto enfrenta um problema recorrente: carros abandonados em vias públicas. Moradores reclamam do transtorno causado por veículos estacionados irregularmente, como o caso de um carro abandonado há três anos na Rua Amador Bueno, próximo à esquina com a Rua Rui Barbosa. O veículo obstrui a entrada e saída da garagem de um prédio, causando transtornos aos condôminos. Apesar de diversas reclamações à Transerp, Polícia Militar e Prefeitura, nenhuma providência foi tomada.
Responsabilidades e leis
O dono do carro, localizado após reportagem da CBN, explicou que o veículo está em nome de sua mãe falecida, que possuía dívidas com o banco. Ele afirma ter procurado a instituição financeira para a retirada do veículo, sem sucesso. Um advogado consultado pela CBN explicou que, em casos de alienação fiduciária, a responsabilidade pela remoção do veículo é do banco credor. A população pode acionar o Detran, e até mesmo o banco pode ser multado por conta do abandono do veículo. A lei municipal de Ribeirão Preto, de 2015, regulamenta o recolhimento de carros abandonados, seguindo a lei de trânsito de 1998, que determina a remoção de qualquer veículo abandonado em via pública pelo poder público. Além do transtorno, os veículos abandonados também representam um risco à saúde pública, acumulando água e criando focos de mosquitos da dengue.
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A busca por soluções e a ineficiência do poder público
Além do caso na Rua Amador Bueno, outros carros abandonados foram reportados em diferentes bairros da cidade. A CBN solicitou informações à Transerp sobre o número de veículos recolhidos em 2023 e os procedimentos adotados, mas não obteve resposta. Um especialista em trânsito sugere que os moradores acionem o Ministério Público para que este órgão pressione os órgãos de fiscalização a agirem. A situação demonstra a ineficiência do poder público em lidar com esse problema crônico, que afeta não apenas a mobilidade urbana, mas também a saúde e a segurança da população. A falta de resposta das autoridades deixa a população sem solução e em situação de vulnerabilidade.



