CBN esteve nas unidades das regiões Leste e Norte e constatou o problema; Prefeitura fala em aumento de 30% nos atendimentos
A situação nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Ribeirão Preto é crítica, com pacientes relatando esperas de até seis horas e superlotação. A UPA Norte, localizada no bairro Campos Elíseos, tem sido um dos pontos mais afetados.
Superlotação e longas esperas
De acordo com relatos de pacientes, a demora no atendimento é significativa. Maria do Nascimento, por exemplo, chegou às 9h da manhã e só foi atendida às 15h, apresentando sintomas de virose. Jário do Santo Cadoso esperou nove horas por atendimento na sexta-feira, relatando dores na barriga e lombar. A situação se agrava pela falta de espaço, já que a UPA Norte passou por reformas que reduziram a área de espera.
Prefeitura admite aumento de casos, mas não detalha planos de contingência
A Prefeitura de Ribeirão Preto confirmou um aumento de 25% a 30% no número de atendimentos nas UPAs, atribuindo o crescimento a viroses e à dengue. Apesar de afirmar que o quadro de funcionários está completo, a Secretaria da Saúde não respondeu a questionamentos sobre um plano de contingência para lidar com a superlotação. A gestante Tamara Pereira, que esperou apenas duas horas por atendimento devido à sua condição, relatou a aglomeração e o medo de contrair doenças no local.
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A necessidade de soluções urgentes
A situação nas UPAs de Ribeirão Preto exige soluções imediatas. A combinação de aumento de casos, longas esperas e superlotação impacta diretamente na saúde da população. A falta de informações por parte da prefeitura sobre planos de contingência preocupa, principalmente considerando a vulnerabilidade de pacientes que buscam atendimento em situações de urgência.



