Com onda histórica de calor, com temperaturas acima de 40ºC, locais como Irajá, Ipiranga e Cidade Universitária estão sem água
O calor intenso em Ribeirão Preto tem agravado um problema crônico para muitos moradores: a falta d’água. A situação, que já era recorrente em alguns bairros, como Ipiranga, Cidade Universitária, Pedra Branca, Irajá e Ribeirão Verde, se tornou ainda mais crítica com as temperaturas atingindo até 40 graus Celsius.
Falta d’água generalizada
Diversas pessoas relatam que a falta d’água se tornou quase que diária em suas casas, impactando a rotina e o bem-estar. A impossibilidade de tomar banho, lavar roupas e realizar tarefas básicas em meio a um calor extremo tem gerado revolta e indignação.
Depoimentos de moradores
Alessandro dos Santos Marques, morador do Alto do Ipiranga, teve o abastecimento interrompido pela manhã e, horas depois, ainda não havia sido restabelecido. Ele reclama do alto custo da conta de água, que não reflete a frequência dos cortes no abastecimento. Margarete Vitório, do Parque Residencial Cidade Universitária, relata que a falta d’água se tornou rotina, principalmente nos finais de semana, e que a situação se agravou nos últimos dias. Ela descreve a situação como calamitosa e apela por ajuda.
Providências e responsabilidades
A Saerpi (Secretaria de Água e Esgoto de Ribeirão Preto) atribui as falhas de abastecimento em algumas áreas a quedas de energia. Em alguns bairros, como Alto do Ipiranga e Cidade Universitária, o problema teria sido resolvido e a água estaria voltando gradativamente. No Jardim Pedra Branca e Ribeirão Verde, uma falha elétrica na estação elevatória de água está sendo resolvida. Entretanto, a CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz) afirma que o serviço de abastecimento de água e esgoto de Ribeirão Preto possui uma dívida de R$ 18,5 milhões, e que o corte no fornecimento de energia às bombas de água é consequência dessa pendência financeira. A CPFL alega ter notificado a prefeitura, a Câmara de Vereadores e o Ministério Público sobre a situação, mas nenhuma medida eficaz foi tomada até o momento. A população, portanto, sofre as consequências de uma pendência administrativa que não está sendo resolvida.
A falta de água em Ribeirão Preto, agravada pelo calor extremo, expõe a fragilidade do sistema de abastecimento e a necessidade urgente de soluções para garantir o acesso à água potável para todos os moradores. A responsabilidade pela resolução do problema é compartilhada entre a prefeitura, a Saerpi e a CPFL, e a população continua sofrendo as consequências da ineficiência administrativa.



