Piscina da residência, na rua Eurípedes Carlos, não tem manutenção e pode estar servindo de criadouro do Aedes aegypti
Ribeirão Preto enfrenta um aumento preocupante nos casos de dengue, com mais de 14 mil confirmados em 2023 e 8 óbitos. A situação exige ações urgentes de conscientização e combate aos focos do mosquito Aedes aegypti.
Casas Abandonadas: Criadouros do Mosquito da Dengue
Um problema recorrente é o acúmulo de água em imóveis abandonados, como o caso de uma casa no Jardim Ouro Branco. A piscina da propriedade, abandonada há três anos, tornou-se um criadouro ideal para o mosquito, afetando a saúde dos moradores vizinhos. Vários moradores contraíram dengue, inclusive uma criança de 7 anos que ficou em estado grave. Apesar de reclamações à prefeitura, nenhuma ação efetiva havia sido tomada até a publicação desta reportagem.
Ação dos Moradores e Resposta da Prefeitura
Em desespero, os vizinhos invadiram o imóvel e limparam a piscina com recursos próprios. A prefeitura, após denúncia na CBN Ribeirão, informou que uma equipe da vigilância epidemiológica visitaria o local para verificar as condições e tomar as providências necessárias. A secretaria da saúde relatou uma ação anterior no local, no ano passado, com tratamento da piscina e orientação aos responsáveis pelo imóvel.
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Outros Focos de Dengue na Cidade
Outro caso preocupante envolve uma escola na Vila Mariana, com uma piscina abandonada que também representa um risco à saúde pública. A prefeitura atribuiu o problema a questões de drenagem e informou que a área está em processo de revitalização, com limpeza prevista para acontecer em breve. A vigilância ambiental acompanha a situação de perto. O alto índice de casos na região norte da cidade reforça a necessidade de ações mais eficazes para combater a dengue.
A situação da dengue em Ribeirão Preto e região é crítica, exigindo atenção constante das autoridades e da população. A prevenção, por meio da eliminação de criadouros e a manutenção de locais limpos, continua sendo a melhor arma contra a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Ações conjuntas entre a prefeitura, moradores e órgãos de saúde são fundamentais para controlar o avanço da doença e proteger a saúde da população.



