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Moradores reclamam do racionamento de água em Américo Brasiliense

Apesar das chuvas de janeiro, economia foi retomada em três bairros; Prefeitura diz que consumo foi muito alto nos últimos dias
racionamento de água
Apesar das chuvas de janeiro, economia foi retomada em três bairros; Prefeitura diz que consumo foi muito alto nos últimos dias

Apesar das chuvas de janeiro, economia foi retomada em três bairros; Prefeitura diz que consumo foi muito alto nos últimos dias

Moradores de Américo Brasiliense, na região de Araraquara, enfrentam novamente o racionamento de água, gerando irritação e transtornos em seu dia a dia. Apesar do mês de janeiro ter sido marcado por chuvas, a medida foi retomada em três bairros da cidade, com relatos de interrupções no abastecimento que ultrapassam três horas diárias.

O Retorno do Racionamento em Meio à Chuva

A Prefeitura justifica a retomada do racionamento pelo alto consumo de água nos últimos dias. O bairro Santa Teresinha é um dos mais afetados, com cortes diários no fornecimento entre 13h e 16h. A medida foi implementada apenas 17 dias após a suspensão de uma restrição anterior que durou cinco meses. A microempresária Vandeleia Parecida de Oliveira relata que o período de interrupção tem sido ainda maior do que o anunciado, forçando-a a alterar sua rotina para realizar tarefas domésticas antes que o abastecimento seja interrompido.

Crescimento Urbano e Limitações no Abastecimento

Além de Santa Teresinha, os bairros São José 1 e 2 também sofrem com o racionamento. A Prefeitura alega que o crescimento dessas regiões nos últimos anos aumentou o consumo de água, sobrecarregando o sistema de abastecimento. Allan Rogério Estém, diretor de planejamento de Américo Brasiliense, afirma que o município continuará extraindo a mesma quantidade de água do Aquífero Guarani, mesmo com o aumento do consumo. Segundo ele, a chuva contribui para o reabastecimento do aquífero, mas não permite aumentar a extração de água do sistema.

Projetos para o Futuro e Prejuízos no Presente

Para enfrentar a escassez de água, a administração municipal afirma que existem projetos em andamento para a construção de novos reservatórios, buscando recursos junto aos governos estadual e federal. No entanto, enquanto a solução não chega, comerciantes locais acumulam prejuízos. Loucas de Souza, dono de um lava rápido, relata que precisou dispensar serviços devido à falta de água, sendo obrigado a instalar uma caixa d’água para tentar minimizar os impactos. A Prefeitura alega que a água retorna primeiro aos locais mais baixos, o que pode causar demora no restabelecimento do abastecimento em algumas áreas e não há previsão de término para o racionamento.

Diante desse cenário, a população aguarda por soluções efetivas que garantam o abastecimento regular de água e minimizem os transtornos causados pelo racionamento.

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