No último mês, cinco saguis de tufo preto foram encontrados mortos em praça na Lagoinha; exames descartaram morte por raiva
Moradores da zona leste de Ribeirão Preto relatam suspeita de envenenamento de macacos que frequentam a praça da Lagoinha. Segundo relatos, o grupo de animais — que antes tinha cerca de 15 indivíduos entre adultos e filhotes — foi reduzido drasticamente nas últimas semanas.
Redução do grupo e suspeitas da comunidade
Vizinhos afirmam que chegaram a instalar comedouros e bebedouros para os animais e que, por isso, estão preocupados com o desaparecimento dos saguis. “Antes era um grupo de mais ou menos 15 macacos; atrásra, pelo que contei esses dias, sobraram quatro”, disse uma moradora. Segundo relatos, moradores suspeitam que alguém tenha espalhado veneno utilizado contra insetos — possivelmente para combater formigas — e que os animais tenham tido contato com a substância.
Nos últimos dias, moradores registraram mais três mortes e, no mês passado, cinco saguis foram encontrados mortos na região. As crianças da vizinhança, acostumadas a ver os animais na praça, também manifestaram preocupação com a possível perda do habitat local.
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Exames e orientações das autoridades
A prefeitura recolheu alguns dos animais encontrados mortos para exames. Marco Lima, veterinário da Divisão de Vigilância Ambiental em Saúde, informou que, até o momento, os laudos liberados não apontaram raiva entre os animais analisados e que ainda aguardam resultados de testes para febre amarela. Ele ressaltou que saguis são considerados animais sentinela — ou seja, podem apresentar sinais de determinadas doenças antes que elas cheguem à população humana — e pediu que moradores comuniquem a Secretaria da Saúde sempre que encontrarem animais mortos.
Responsabilidades e investigação
Moradores dizem que buscam uma investigação sobre possíveis envenenamentos, mas receberam orientações desencontradas sobre a competência para apurar o caso. A Secretaria da Saúde orientou que denúncias sejam encaminhadas à polícia ambiental. A Polícia Ambiental, por sua vez, informou que só pode atuar quando há indícios claros de crime, o que deixa a comunidade sem uma resposta imediata sobre medidas de investigação e de proteção dos animais.
A população local segue atenta e solicita mais agilidade nas apurações, enquanto espera os resultados dos exames e definições sobre quem assumirá a investigação das mortes.



