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Moradores temem rebelião em presídios com superlotação

Centros de detenção da região de São Carlos abrigam mais detentos do que a capacidade
superlotação em presídios
Centros de detenção da região de São Carlos abrigam mais detentos do que a capacidade

Centros de detenção da região de São Carlos abrigam mais detentos do que a capacidade

As penitenciárias de Araraquara, Casa Branca e Tirapina estão com um número alarmante de presos acima da capacidade. Atualmente, as três unidades abrigam 5.259 detentos, enquanto a capacidade total é de apenas 3.500, representando um aumento de 46,7%.

Superlotação e seus riscos

Em Tirapina, a situação é crítica. A Penitenciária 1, com capacidade para 316 presos, abriga 734, enquanto a Penitenciária 2, com capacidade para 1.280, abriga 1.607. A superlotação gera preocupações com a possibilidade de rebeliões e fugas, colocando em risco a população e os agentes penitenciários. A cidade, pequena e com duas unidades prisionais, vive em clima de tensão.

Preocupações e perspectivas

O presidente do sindicato dos agentes penitenciários, Antônio Pereira Ramos, destaca o clima de estresse e descontentamento entre funcionários e presos, agravado pela superlotação. Em Araraquara, a unidade opera com 1.405 presos, 32% acima da capacidade de 1.061; em Casa Branca, são 1.513 presos para uma capacidade de 926. O defensor público das execuções penais, Vinicius da Paz-Leite, aponta que a alta quantidade de presos provisórios (8 em cada 10 ainda não foram julgados) exacerba o problema. Ele defende políticas de inclusão social e geração de empregos como solução, considerando a construção de novas unidades insuficiente para resolver o problema de superencarceramento da população pobre, principalmente por crimes relacionados ao pequeno tráfico de drogas.

Saídas para o problema

A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) afirma que está construindo dois novos centros de detenção provisória, um em Aguaí e outro em Santa Cruz da Conceição, para amenizar a situação. O defensor público critica o aumento de penas como solução, argumentando que isso apenas aumenta o número de encarcerados e o tempo de prisão, sem reduzir a criminalidade. A problemática envolve uma complexa teia de fatores sociais e econômicos que precisam ser enfrentados para uma solução eficaz e duradoura.

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