Áurea tinha 78 anos e sofre de doença degenerativa; informações de velório e enterro não foram divulgadas
Morreu nesta quarta-feira, em Ribeirão Preto, a enfermeira aposentada Áurea Moret Pires, aos 78 anos. Presa e torturada durante a ditadura militar, Áurea era uma figura histórica da luta pela justiça social no Brasil.
Vida e ativismo
Nascida em 12 de novembro de 1944 na Fazenda Peroba, próxima a São José da Barra (SP), Áurea mudou-se com a família para Ribeirão Preto. Inicialmente, estudou Letras e envolveu-se com o movimento estudantil e o Partido Comunista Brasileiro. Por volta de 1968, deixou o partido para se juntar às Forças Armadas de Libertação Nacional, trocando os estudos de Letras pela faculdade de Enfermagem, buscando auxiliar na luta armada.
Prisão e resistência
Presa em 18 de outubro de 1969 em Ribeirão Preto, Áurea ficou detida por três anos e meio em diversos cárceres paulistas. Após sua soltura, ainda viveu um ano em liberdade condicional, sob vigilância e perseguição da polícia política.
Leia também
Legado de luta
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) emitiu nota de pesar, enaltecendo Áurea como heroína popular e destacando seu testemunho sobre a violência da repressão, incluindo casos de assédio sexual contra mulheres, como o da Madri Maorina Borges. Em Ribeirão Preto e em todo o país, a luta de Áurea por justiça social, liberdade e reforma agrária será lembrada. Informações sobre velório e sepultamento não foram divulgadas.



