Cão foi socorrido por moradores e levado a Coordenadoria de Bem Estar Animal, mas não resistiu
Um cachorro resgatado de um córrego em Ribeirão Preto morreu após receber atendimento na Coordenadoria de Bem-Estar Animal, gerando indignação nas redes sociais e questionamentos sobre a transparência dos serviços prestados pela prefeitura.
Falta de Transparência e Acesso a Informações
A advogada Fernanda Sica, ativista pela causa animal, critica a falta de informações sobre as circunstâncias da morte do animal. Segundo ela, a prefeitura não se manifesta sobre o ocorrido, e o acesso ao Conselho Municipal do Bem-Estar Animal, responsável pela fiscalização, é negado. A falta de transparência dificulta a compreensão do que aconteceu, gerando desconfiança sobre os procedimentos adotados.
Atendimento Veterinário e Causa da Morte
O veterinário Gustavo Silva, que atendeu o cachorro, relatou que o animal apresentava fratura exposta na pata traseira, outros ferimentos e um corte na coxa. A avaliação apontou que o cachorro havia sido atropelado pelo menos um dia antes do resgate. Apesar do tratamento com antibióticos e analgésicos, o animal não resistiu, falecendo devido a uma infecção generalizada, provavelmente choque séptico, em decorrência das lesões e contaminação.
Histórico de Denúncias e Falhas no Atendimento
Este caso se soma a outros registros de falhas no atendimento da Coordenadoria de Bem-Estar Animal, denunciadas por ONGs e protetores de animais. No ano passado, um cachorro atropelado morreu após quase dois dias sem o atendimento adequado, inclusive sem receber analgésicos. A responsável pela Coordenadoria, Carolina Villela, já foi questionada na Câmara Municipal sobre a falta de investimentos e recursos, como um aparelho de raio-x, que comprometem os serviços. A eutanásia indiscriminada também foi admitida, contrariando a lei federal.
A Prefeitura de Ribeirão Preto, em relação ao caso recente, alegou que as informações são restritas ao médico veterinário e que o acesso ao prontuário médico requer autorização judicial. A falta de clareza e a dificuldade de acesso à informação reforçam a necessidade de maior transparência e melhorias nos serviços prestados pela Coordenadoria de Bem-Estar Animal.



