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Morre idosa atropelada por assessor do prefeito de Cajuru em janeiro

Vítima de 71 anos estava internada no HC de Ribeirão Preto após sofrer traumatismo craniano
idosa
Vítima de 71 anos estava internada no HC de Ribeirão Preto após sofrer traumatismo craniano

Morreu na madrugada desta terça-feira (17) a idosa de 71 anos que havia sido atropelada no dia 12 de janeiro, em Cajuru. Ela estava internada no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto desde o acidente e não resistiu aos ferimentos.

O atropelamento foi provocado pelo assessor do prefeito de Cajuru, Leone Torrano Mateus, de 41 anos, que pilotava uma moto de luxo e foi preso em flagrante por embriaguez ao volante.

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima caminhava próximo à calçada da rua Minas Gerais, no bairro Vila Maria das Graças, quando foi atingida. Testemunhas relataram que o motociclista tentou realizar uma conversão, não conseguiu completar a manobra e acabou atropelando a idosa.

Ela seguia para buscar remédios na casa de uma auxiliar de serviços gerais quando foi atingida. Com o impacto, sofreu traumatismo craniano e outros ferimentos pelo corpo.

Ainda segundo o registro policial, o motorista apresentava odor etílico, fala pastosa e andar cambaleante. Ele negou ter atropelado a vítima e se recusou a fazer o teste do bafômetro, mas foi submetido a exame clínico na Central de Polícia Judiciária de Ribeirão Preto, que constatou a embriaguez.

Prisão e enquadramento

Leone Torrano Mateus teve a prisão em flagrante confirmada pelo delegado e a moto foi apreendida. No entanto, ele foi solto em audiência de custódia no dia seguinte ao acidente.

Inicialmente, o caso foi registrado como lesão corporal culposa na direção de veículo automotor e embriaguez ao volante. Com a morte da vítima, a tipificação do crime deve ser alterada.

A defesa do assessor não foi localizada para comentar o caso.

Em nota, a Prefeitura de Cajuru informou que o acidente ocorreu fora do horário de trabalho, sem uso de veículo oficial e sem relação com o exercício das funções públicas do assessor. A administração municipal declarou ainda que eventuais medidas administrativas só poderão ser avaliadas após a conclusão das investigações.


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