Ruan César Godoi, de 22 anos, estava internado no HC-UE em estado grave; responsável pelos disparos se apresentou a Polícia
Foi confirmada a morte do jovem Juan Godoy, Morre jovem baleado na cabeça por engano após confusão em estacionamento no Centro de Ribeirão, de 22 anos, baleado por engano durante a madrugada do último domingo em um estacionamento na Avenida Gerônimo Gonçalves, em Ribeirão Preto. Juan estava internado em estado grave na unidade de emergência do Hospital das Clínicas, mas não resistiu aos ferimentos.
O crime ocorreu enquanto Juan pagava a conta do estacionamento. Momentos antes, ele havia trabalhado ajudando um grupo musical que se apresentou em uma casa de shows. Imagens utilizadas pelos investigadores mostram que o autor dos disparos, Rafael Mazucato, chegou ao local e começou a atirar sem dar chance de defesa para as pessoas presentes.
Confissão e motivação do crime: Rafael Mazucato confessou o crime à polícia e afirmou que pretendia apenas assustar um funcionário do estacionamento, que, segundo ele, teria agredido o próprio Rafael momentos antes. O suspeito alegou que confundiu Juan com esse funcionário, pois ambos usavam roupas semelhantes. A confusão teria ocorrido no momento do pagamento pela vaga no estacionamento.
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Consequências jurídicas para os envolvidos
Com a morte de Juan, o caso foi reclassificado de tentativa de homicídio doloso para homicídio consumado, o que pode resultar em uma pena maior para Rafael Mazucato. Segundo o advogado e professor de direito da USP, Daniel Pacheco, a pena para homicídio simples pode chegar a 20 anos, e para homicídio qualificado, até 30 anos. Já a tentativa de homicídio reduz a pena em um a dois terços.
Outro investigado no caso é Francisco José Mousse Jr., que dirigia a moto usada para transportar Rafael. Ele confirmou à polícia que Rafael pediu para ser levado até sua casa no bairro Campos Elíseos, onde pegou uma arma e solicitou que fosse levado de volta ao estacionamento para realizar os disparos. Francisco afirmou ter tentado convencer Rafael a desistir, mas foi ameaçado.
Medidas cautelares e possíveis violações: Francisco foi preso em 2021 por porte ilegal de arma e condenado a dois anos em regime aberto em 2022, com a pena convertida para prestação de serviços comunitários. A justiça decretou uma medida cautelar que restringia sua saída de casa das 19h à meia-noite, o que não foi respeitado na noite do crime. Ele afirmou ter chegado a um bar por volta das 22h30. Conforme o advogado Daniel Pacheco, caso seja comprovada a violação dessa medida, Francisco pode perder o benefício e voltar a cumprir pena privativa de liberdade.
Repercussão familiar e investigação em andamento: A família de Juan ainda enfrenta o luto e busca justiça. Jefferson Godoy, irmão da vítima, relatou o momento em que recebeu a notícia da morte:
“Os médicos chamaram meu pai e a mãe biológica dele para uma sala e, após algum tempo, saíram com a notícia mais triste da minha vida: meu irmão não resistiu, teve morte cerebral.”
Outro irmão, Vitor Godoy, destacou que Juan trabalhava à noite para complementar a renda da família:
“Ele fazia bicos durante a noite para ajudar a sustentar a avó e a família. Ainda não consigo acreditar no que aconteceu.”
A polícia deve concluir o inquérito nos próximos dias. Até o momento, Rafael Mazucato permanece identificado e confessou o crime, enquanto Francisco José Mousse Jr. também está sob investigação por sua participação e possível descumprimento de medidas judiciais.
Informações adicionais
- Juan Godoy tinha 22 anos e auxiliava um grupo musical em uma casa de shows.
- O crime ocorreu após uma confusão envolvendo Rafael Mazucato e um funcionário do estacionamento.
- Rafael usou uma arma obtida em casa para realizar os disparos.
- Francisco José Mousse Jr. pode perder o benefício do regime aberto devido à possível violação da medida cautelar.
- A família de Juan decidiu doar os órgãos do jovem após sua morte.



