Aparecido Olímpio Bernardino, 67 anos, era terceirizado e prestava serviço para a empresa; outras duas pessoas seguem internadas
Uma segunda vítima fatal foi registrada após a explosão em uma fábrica de produtos químicos em Sertãozinho, na sexta-feira passada. A tragédia já havia ceifado a vida de Estevan Felisberto Campanini, de 27 anos, funcionário da empresa.
Vítimas Internadas e Estado de Saúde
Atualmente, duas pessoas permanecem internadas na ala de queimados do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Uma delas está em estado grave, na UTI, enquanto a outra se encontra estável, mas sem previsão de alta. De acordo com o setor de queimados do HC, as queimaduras causadas por produtos químicos inspiram cuidados especiais devido à sua gravidade e profundidade.
Depoimento e Investigação
Rogério Suárez, uma das vítimas, relatou em vídeo o momento da explosão. Ele descreveu o barulho, a correria e a sensação de ser atingido por uma “tempestade de areia” enquanto o fogo se alastrava. A fábrica armazenava clorito de sódio, areia e ácido fosfórico, e a suspeita é de que a reação entre essas substâncias tenha provocado o acidente. Um laudo pericial investigará as causas e possíveis responsabilidades.
A Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) confirmou que a fábrica possuía licença para operar, mas não para manter o depósito no local. O gerente regional da Cetesb, Otávio Ocano, destacou que as mortes agravam as responsabilidades da empresa, aumentando significativamente as penalidades. Além das mortes, o manuseio inadequado de produtos químicos na rua, sem licença da Cetesb, contribui para a gravidade da situação.
Consequências e Ações de Socorro
O incêndio causou danos significativos, afetando um quarteirão inteiro que precisou ser evacuado. Pelo menos 12 casas foram interditadas. Aproximadamente 30 pessoas foram atendidas na UPA (Unidade de Pronto Atendimento), incluindo 11 com queimaduras. Uma mulher e seus quatro irmãos, com idades entre 2 e 10 anos, ficaram feridos. O cirurgião plástico Pedro Coutro explicou que a contaminação por produtos químicos agrava as queimaduras, tornando-as mais profundas e complexas de tratar. A equipe médica enfrentou dificuldades para atender à grande demanda de pacientes, necessitando da integração de diversos hospitais e profissionais da região. Até terça-feira, 30 pessoas permaneciam em um hotel provisoriamente, aguardando a liberação da Defesa Civil para retornar às suas casas.



